
Um caso vem chamando atenção de médicos e pacientes em todo o país: um paciente paraplégico iniciou atividades em academia apenas 15 dias após receber a aplicação da polilaminina, uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para tratamento de lesões na medula espinhal.
A polilaminina é uma substância criada a partir da laminina — proteína presente naturalmente no organismo — e atua como uma espécie de “ponte biológica” para os neurônios, estimulando a reconexão das fibras nervosas e a regeneração da medula. A expectativa dos cientistas é que ela permita recuperar movimentos perdidos em casos de paraplegia e tetraplegia.
Segundo especialistas envolvidos na pesquisa, alguns pacientes já apresentaram recuperação parcial de movimentos e sensibilidade após o tratamento, algo considerado improvável sem intervenção médica desse tipo.
O avanço ocorre em meio a um momento histórico para a ciência nacional. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou recentemente o início do primeiro estudo clínico em humanos para avaliar a segurança da polilaminina em pessoas com lesões agudas da medula espinhal.
A pesquisa é conduzida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com um laboratório farmacêutico brasileiro.
Apesar do entusiasmo, médicos reforçam que o tratamento ainda é experimental e não pode ser considerado cura definitiva. O objetivo inicial dos testes é justamente confirmar a segurança e os riscos antes de qualquer liberação ampla para a população.
Mesmo assim, histórias como a do paciente que já voltou a treinar em academia poucas semanas após a aplicação reacendem a esperança de milhares de pessoas que convivem com a paraplegia. Pesquisadores afirmam que, se comprovada a eficácia, a terapia poderá revolucionar o tratamento das lesões medulares no futuro.
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