
Ao comentar o cenário político para as eleições de 2026, o pré-candidato ao Governo da Bahia e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, gerou repercussão ao minimizar a importância do apoio de prefeitos na disputa estadual.
Questionado sobre o fato de o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) contar com o respaldo de mais de 300 prefeitos em sua base política, ACM Neto afirmou que “quem vence eleição é o povo”. Segundo ele, sua prioridade será dialogar diretamente com a população baiana, e não concentrar esforços apenas na articulação com gestores municipais.
“O apoio institucional é importante, mas não decide eleição sozinho. O voto é do cidadão e sinceramente, não “representa nada”, disse o ex-prefeito
As declarações de ACM Neto sobre o peso do apoio de prefeitos nas eleições de 2026 repercutiram negativamente na política baiana e foram interpretadas como um gesto de desprezo, inclusive por prefeitos que marcharam com ele na eleição de 2022.
Nos bastidores, gestores municipais que estiveram ao lado do ex-prefeito durante a campanha passada afirmam que, após o resultado das urnas, não houve diálogo, retorno institucional ou sequer um contato político. Para esses prefeitos, a fala recente apenas reforça uma queixa antiga: a de que foram procurados no período eleitoral, mas ignorados depois da derrota.
Ao minimizar publicamente a força dos prefeitos, ACM Neto também fortalece o discurso de que não valoriza a política municipal, ao mesmo tempo em que articula alianças para 2026, inclusive defendendo nomes ao Senado que enfrentam rejeição dentro e fora da base oposicionista — o que tem sido visto como incoerência estratégica.
A postura crítica se soma ainda ao histórico de enfrentamento de ACM Neto com o presidente da República, ampliando a percepção de isolamento político. Agora, ao atingir também os prefeitos da Bahia, o ex-prefeito reacende tensões e devolve protagonismo a uma antiga polêmica do debate estadual: a narrativa de que o governador Jerônimo Rodrigues seria apenas “refém” ou “puxadinho” de prefeitos — tese rebatida por aliados do governo, que apontam o amplo apoio municipal como resultado de diálogo permanente.
Para analistas, ao desdenhar dos prefeitos —inclusive daqueles que estiveram ao seu lado ACM Neto reforça críticas que nasceram em 2022 e seguem vivas, projetando um cenário de desgaste político e dificuldade de recomposição de alianças rumo à eleição de 2026.
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