
Brasil alcançou, em 2025, a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, refletindo avanços no mercado de trabalho e na renda da população.
? Queda histórica no desemprego
O levantamento mostra que mais de 103 milhões de brasileiros estavam ocupados, número recorde desde o início da pesquisa. Já o total de pessoas desocupadas recuou para 5,6 milhões, o menor já registrado pela PNAD Contínua.
Os dados reforçam a recuperação do emprego após o período mais crítico da pandemia, quando, no trimestre encerrado em março de 2021, a taxa de desemprego chegou a 14,9% e a população ocupada era de cerca de 85 milhões de pessoas.
? Perfil do emprego e desafios estruturais
Apesar do avanço, especialistas destacam mudanças no perfil da ocupação no país. O crescimento foi puxado, em grande parte, pelo trabalho por conta própria e pela informalidade. Atualmente, cerca de 26 milhões de brasileiros atuam como autônomos, impulsionados pelo microempreendedorismo e por plataformas de aplicativos.
O número de empregos com carteira assinada também cresceu, mas em ritmo mais moderado. Em novembro, foram criadas 85,9 mil vagas formais, volume 19% menor em comparação com o mesmo mês de 2024.
Já a renda média real do trabalhador subiu 4,5%, indicando melhora no poder de compra, especialmente em setores que registraram ganhos de produtividade.
?️ Repercussão política e econômica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou os números e classificou o resultado como um “recorde histórico”, destacando o avanço do emprego e da renda como pilares da recuperação econômica.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o país chega a 2026 com sinais de estabilidade e crescimento, reforçando o discurso de retomada sustentada da economia.
Por outro lado, analistas alertam que a concentração do crescimento em setores de baixa produtividade e alta informalidade pode limitar ganhos estruturais no médio e longo prazo.
? Comparativo histórico
| Indicador | Trimestre nov/2025 | Trimestre mar/2021 |
| Taxa de desemprego | 5,2% | 14,9% |
| População ocupada | 103,2 milhões | ~85 milhões |
| Renda média real | +4,5% | Queda acentuada |
O cenário aponta avanços significativos no mercado de trabalho brasileiro, mas também evidencia desafios para a consolidação de empregos formais e de maior qualidade nos próximos anos.
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