
A aprovação da Medida Provisória (MP) 1.313/2025, que cria o programa Gás do Povo, foi aprovada na segunda-feira (2), mas três deputados mineiros votaram contra a proposta, que amplia o acesso ao gás de cozinha para famílias de baixa renda e substitui o atual Auxílio Gás.
Votaram contra o programa os deputados Júnio Amaral (PL-MG), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eros Biondini (PL-MG). O deputado Lincoln Portela (PL-MG) optou pela abstenção. A posição dos parlamentares acompanha a orientação majoritária do PL, partido que concentrou o maior número de votos contrários à medida em todo o país, com 19 parlamentares.
A MP foi aprovada por 415 votos favoráveis, 29 contrários e duas abstenções, e segue agora para análise do Senado Federal, onde precisa ser confirmada até o dia 11 de fevereiro para não perder a validade.
Entre os 29 votos contrários, estão nomes ligados à direita bolsonarista e à oposição liberal, como Nikolas Ferreira (PL-MG), Kim Kataguiri (União-SP) e Guilherme Derrite (PP-SP). Minas Gerais aparece entre os estados com maior número de votos contrários, atrás somente de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O que é o programa Gás do Povo?
O Gás do Povo foi desenhado pelo governo federal para substituir o Auxílio Gás, ampliando significativamente o alcance da política pública. A nova medida prevê a entrega gratuita de botijões de gás de cozinha de 13 quilos a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.
Famílias beneficiárias do Bolsa Família terão prioridade no acesso ao programa. Segundo o governo federal, a iniciativa pode atender cerca de 50 milhões de pessoas em todo o país, o equivalente a 15,5 milhões de residências, praticamente triplicando o público alcançado pelo Auxílio Gás.
“Óbvio que votei contra o projeto ‘Gás do Povo’, do Lula, porque sou a favor do ‘Gás dos Brasileiros’, um programa que já existe e que o Lula quer complicar.
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