
*Debandada na campanha de ACM Neto expõe denúncias de assédio e clima de medo nos bastidores*
_Episódio vem semanas depois de a coligação do candidato ser responsabilizada pela Justiça por ato com mulheres nuas em Salvador_
A campanha de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia enfrenta uma crise interna de proporções inéditas nesta disputa. Nesta terça-feira (15), a equipe de produção deixou o comitê em bloco depois que uma funcionária foi demitida pela segunda vez em menos de uma semana. Segundo relatos de integrantes da equipe, a demissão foi o desfecho de uma sequência de episódios de assédio moral cometidos na frente de colegas.
Os relatos apontam que, na última sexta-feira, o profissional entrou na sala da produção aos gritos contra a funcionária, que pediu demissão na hora. Ainda de acordo com quem presenciou a cena, não era a primeira vez que ela era tratada dessa forma. No domingo, a própria coordenação pediu que ela voltasse ao trabalho, e ela aceitou. Hoje, o mesmo chefe retornou ao comitê e a demitiu novamente.
A reação foi imediata. A chefe da produção classificou a decisão como uma grande injustiça diante de toda a equipe e afirmou que, se a funcionária saísse, todos iriam embora. Assim aconteceu.
Integrantes da produção recolheram seus pertences e deixaram o prédio. À noite, segundo os relatos, o comitê vivia um clima de revolta, com reuniões improvisadas e motoristas protestando em voz alta no pátio.
Quem trabalha na campanha descreve um ambiente em que o assédio é prática recorrente em todos os setores. "Todos os cabeças são assediadores. O primeiro nível, o segundo nível, todo mundo de status", resumiu um integrante da equipe, ouvido sob a condição de anonimato.
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