
Mesmo no recesso legislativo, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) foi às estações do BRT de Salvador para ver de perto denúncias de usuários sobre o estado de abandono do modal, relativamente novo, que representou cerca de R$1 bilhão em investimentos. Indignada com o cenário de depredação que constatou na Estação Cidadela, ela desabafou: "Isso aqui é recurso público jogado fora, prefeito, quase R$1 bilhão".
Implantado na gestão do ex-prefeito ACM Neto, o projeto foi criticado duramente por urbanistas e ambientalistas por ser um modal caro e defasado, que "não levava nada a lugar nenhum". Isto porque liga a Estação da Lapa à da antiga Rodoviária, trecho já coberto pelo Metrô de Salvador.
"O BRT foi uma obra muito polêmica, que custou cerca de R$1 bilhão aos cofres públicos, com a promessa de que ia contribuir para a mobilidade. Na época, inclusive, muitos especialistas em mobilidade disseram que era um modal ultrapassado, sem justificativa, mas a prefeitura, o então prefeito ACM Neto insistiu e o prefeito Bruno Reis manteve o projeto. Enterraram aqui muitos milhões de reais e o que nós vemos hoje, em 2026, é o abandono das estações. Nós não vemos o BRT como um modal que tenha vindo contribuir com a mobilidade de Salvador e as estações estão assim, abandonadas. É um verdadeiro desperdício do dinheiro público, dinheiro dos impostos de uma cidade pobre como Salvador, é um absurdo", protestou Aladilce.
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