
A vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa (MDB), foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por supostamente desviar R$ 41,2 mil dos cofres públicos para custear um trabalho espiritual. Segundo a investigação, o valor teria sido utilizado para financiar um ritual com o objetivo de afastar a esposa de um suposto amante e favorecer um relacionamento extraconjugal.
De acordo com a denúncia, o pagamento teria sido feito por meio de uma empresa contratada pela Prefeitura de Ribeira para prestação de serviços na área da saúde. A mentora espiritual identificada como Samantha afirmou que foi contratada pela vice-prefeita em 2024 para realizar um serviço chamado “casamento espiritual definitivo”, que incluiria pedidos de “dominação amorosa”, afastamento da rival e até o adoecimento da esposa do homem apontado como amante.
A mãe de santo declarou que o serviço custaria R$ 380 mil, mas que recebeu apenas R$ 41,2 mil — exatamente o montante que o Ministério Público aponta como desviado dos cofres públicos. Ela também afirmou que desconhecia a origem dos recursos no momento em que recebeu o pagamento.
Além de Juliana, também foram denunciados o ex-coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, e o empresário Willian Felipe da Silva, proprietário da empresa investigada. O MP-SP sustenta que os envolvidos integrariam uma associação criminosa voltada à fraude em licitações e ao desvio de recursos públicos entre 2021 e 2024.
A Justiça já determinou o afastamento da vice-prefeita e manteve medidas cautelares enquanto o caso segue em apuração. A defesa de Juliana nega as acusações e afirma que ela é alvo de informações falsas e tentativa de extorsão, alegando que tomará as medidas judiciais cabíveis.
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