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Sabor Libertadores: O gosto amargo da eliminação. Bahia cai nos pênaltis para o O'Higgins e expõe carência de elenco.

O sonho da “Glória Eterna” terminou cedo e de forma traumática para o Bahia em 2026.

25/02/2026 às 21h55
Por: Redação
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Sabor Libertadores: O gosto amargo da eliminação. Bahia cai nos pênaltis para o O'Higgins e expõe carência de elenco.

O sonho da "Glória Eterna" terminou cedo e de forma traumática para o Bahia em 2026. Em uma noite de Arena Fonte Nova lotada, o Tricolor de Aço não conseguiu superar suas próprias limitações, vencendo o O'Higgins no tempo normal, mas caindo nos pênaltis após uma atuação que oscilou entre a esperança e o esgotamento.

O Jogo: Um Domínio que se Dissolveu

Precisando reverter a derrota de 1 a 0 sofrida no Chile, o Bahia iniciou a partida com a intensidade que a torcida esperava. O primeiro tempo foi de pressão constante, resultando em um futebol razoável que indicava que a classificação viria naturalmente. No entanto, o terceiro gol, que daria o conforto necessário, nunca chegou.

Na volta do intervalo, o que se viu foi um time "desencontrado". A organização tática deu lugar ao nervosismo, e o cansaço físico — precoce para este início de temporada — ficou evidente. A equipe chilena, bem postada, soube explorar a ansiedade baiana e arrastou a decisão para a marca da cal.

A Conta do Planejamento

A eliminação expôs uma ferida aberta no planejamento para 2026: a profundidade do elenco. Com jogadores principais apresentando sinais claros de fadiga, o técnico se viu obrigado a recorrer a soluções extremas.

O símbolo dessa carência foi a cobrança derradeira de pênalti. Enquanto o adversário exibia frieza, o Bahia teve de confiar o destino de sua maior competição no ano a Dell, um jovem de apenas 17 anos. O erro do garoto na cobrança decisiva não foi uma falha individual, mas o reflexo de um banco de reservas que não oferece suporte para momentos de alta pressão.

O Peso do Mental

Além das pernas pesadas, o fator psicológico foi determinante. O Bahia pagou um preço alto por não se organizar mentalmente para as adversidades. Sem lideranças em campo capazes de acalmar os nervos no segundo tempo, o time sucumbiu ao próprio roteiro de ansiedade.

"Faltou perna e sobrou nervosismo. Não podemos colocar a eliminação nas costas de um menino de 17 anos quando o erro começou na montagem do grupo para o ano," afirmou um comentarista esportivo após o apito final.

O Que Vem Pela Frente?

Agora, o Bahia precisa lidar com o prejuízo financeiro e moral de uma eliminação precoce. Com o calendário brasileiro não dando tréguas, a diretoria se vê sob pressão máxima para reforçar o elenco antes que o mau futebol apresentado neste início de 2026 contamine também as disputas do Brasileirão e da Copa do Brasil.

 

 

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