
Mesmo após ter registro da diretoria anulado pela Justiça, Igor Trindade continua se apresentando como presidente do Sindimadre
Uma sentença da Vara de Registros Públicos de Salvador continua repercutindo entre servidores municipais de Madre de Deus. A decisão judicial julgou improcedente a ação movida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Madre de Deus (Sindimadre) e por Igor Trindade da Cruz, revogou a liminar anteriormente concedida e determinou o cancelamento do registro da diretoria vinculada à sua gestão.
O processo teve origem após a recusa do Cartório do Ofício Único de Madre de Deus em averbar a ata da eleição realizada em setembro de 2024. Na ocasião, o sindicato recorreu à Justiça alegando que a ausência do registro estava provocando sérios prejuízos ao funcionamento da entidade, incluindo dificuldades para honrar compromissos financeiros e manter serviços destinados aos associados.
Em caráter de urgência, a Justiça chegou a autorizar temporariamente o registro da diretoria para evitar a paralisação das atividades sindicais. No entanto, após a análise completa do caso, o magistrado concluiu que o processo eleitoral descumpriu regras previstas no próprio estatuto da entidade, especialmente o prazo mínimo para inscrição de chapas, considerado requisito obrigatório para a validade da eleição.
Na sentença, o juiz destacou que a situação administrativa do sindicato era preocupante. O documento registra a existência de contas em atraso, fornecedores sem receber, risco de suspensão de benefícios de saúde oferecidos aos associados e até atrasos salariais de funcionários da entidade. Segundo a decisão, esse cenário justificou a concessão da liminar naquele momento, mas não afastou as irregularidades identificadas posteriormente.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, Igor Trindade segue se apresentando como presidente do Sindimadre mesmo após a decisão judicial que anulou o registro da diretoria vinculada à sua gestão. Juridicamente, a sentença restabeleceu a situação registral anterior à eleição realizada em setembro de 2024, cuja averbação foi considerada irregular pela Justiça.
O fato tem chamado atenção porque Igor Trindade permanece atuando publicamente em nome da categoria e realizando manifestações sobre temas ligados à administração pública municipal. Ao mesmo tempo, a decisão judicial aponta que a gestão associada à diretoria eleita enfrentou questionamentos legais que culminaram na anulação do registro.
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