
A Polícia Federal encontrou na churrasqueira da casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, uma lista de nomes e números, entre eles “Netinho”. Segundo o "g1", uma funcionária contou aos investigadores que Ciro havia mandado queimar os documentos, sob a justificativa de que eram antigos ou sem utilidade.
A notícia provocou comentários nas redes sociais. “Esse Netinho é quem estou pensando de Salvador?”, perguntou um internauta. Outro usuário escreveu: “Eu vi Netinho também, aliado a essa turma só conheço um, o candidato ao governo da Bahia”. A associação com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) aparece nos comentários; os trechos do relatório policial publicados pelo g1 não identificam quem é “Netinho”.
O apelido aparece acompanhado do número 5, no fim da relação. Segundo a PF, outros nomes podem corresponder ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), ao atual presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), e aos deputados federais Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Doutor Luizinho (PP-RJ), Adolfo Viana (PSDB-BA) e Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL).
Os papéis estavam na residência de Ciro no Lago Sul, em Brasília. Conforme o relato registrado pela polícia, a funcionária não chegou a queimá-los porque não teve tempo. O documento não informa quando o senador teria dado a orientação. O material seguirá para análise da equipe de investigação.
Ao g1, Elmar repudiou a menção ao seu nome e classificou a anotação como apócrifa, de autoria não identificada. Disse ainda que nunca fez política com Ciro. A assessoria de Lira afirmou que ele desconhece os registros e não pode responder por eles. A equipe de Motta informou que ele não se manifestaria. Na versão apresentada da reportagem, o g1 registrava ter procurado a assessoria de Ciro, sem apresentar resposta.
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