
A saúde pública de Salvador se tornou o ponto mais vulnerável da administração de Bruno Reis (União Brasil) e reacendeu questionamentos sobre a herança deixada pelo ex-prefeito ACM Neto. A superlotação de UPAs, unidades abarrotadas e o aumento da demanda sobre hospitais estaduais escancaram problemas que vão muito além do discurso sobre regulação.
A cobertura da atenção primária permanece abaixo dos 70% recomendados. A capital possui apenas 29,57% de cobertura de Agentes Comunitários de Saúde, 41,50% de Saúde Bucal e cerca de 70% das gestantes não conseguem completar o pré-natal mínimo. Em paralelo, vacinas infantis seguem com índices abaixo da média estadual.
Enquanto isso, Salvador continua a única capital brasileira sem maternidade municipal, uma ausência que, segundo especialistas, compromete a autonomia da rede local. Já mais de 80% das transferências das UPAs municipais acabam em unidades estaduais, evidenciando dependência da Sesab.
O Governo do Estado investiu mais de R$ 585 milhões desde 2023 na modernização de unidades na capital, além de manter 39 equipamentos estaduais que seguram a retaguarda assistencial que deveria ser compartilhada.
A gestão municipal, no entanto, insiste em atribuir à regulação estadual a responsabilidade pelas demoras e filas. A crítica, porém, perde força diante dos dados que indicam uma rede municipal subdimensionada e uma atenção básica incapaz de amortecer a pressão sobre os serviços hospitalares.
Mín. 21° Máx. 30°





