
Salvador alcançou, em 2025, o menor número de mortes violentas dos últimos 25 anos. O dado faz parte do balanço apresentado na manhã desta terça-feira (20), no Centro de Operações e Inteligência (COI), e reflete a redução dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que incluem homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte.
Com atuação integrada e uso de inteligência pelas Forças Estaduais da Segurança Pública, a Bahia registrou, em 2025, a maior redução desses crimes dos últimos 19 anos. De acordo com a Polícia Civil, foram contabilizadas 3.884 ocorrências em todo o estado, 588 a menos que em 2024, o que representa uma queda de 13,1%. Este foi o quarto ano consecutivo de redução das mortes violentas na Bahia.
Macrorregiões
Na capital baiana, a redução foi de 22,9% em comparação com 2024. Ao longo de 2025, Salvador registrou 706 mortes violentas, o menor número em um quarto de século.
Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a queda também foi expressiva: 21,2% a menos de CVLIs, totalizando 390 ocorrências — 105 crimes a menos em relação ao ano anterior.
Já no interior do estado, foram registradas 2.788 mortes violentas em 2025, uma redução de 8,9%.
O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, destacou que os resultados são fruto do trabalho contínuo das forças policiais.
“Com o reforço das ações ostensivas e seguindo a doutrina do Policiamento Orientado pela Inteligência, conseguimos asfixiar financeiramente as facções criminosas”, afirmou.
Segundo o secretário, além da descapitalização das organizações criminosas, houve aumento no número de prisões e nas apreensões de armas de fogo em todo o estado.
Feminicídios
O levantamento também apontou redução nos casos de feminicídio. Em 2025, a Bahia registrou 103 ocorrências, número 6,3% menor que o contabilizado em 2024.
Werner ressaltou que novas estratégias vêm sendo adotadas para enfrentar a violência de gênero.
“No final de 2025 lançamos o Baralho Lilás, uma ferramenta que expõe agressores procurados pela Justiça. Nosso objetivo é fortalecer a rede de proteção e ampliar, cada vez mais, a redução da violência contra a mulher”, concluiu.
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