
Aprovação em Massa! Nunca as universidades tiveram tantos estudantes baianos da rede pública e da periferia em seus bancos
A educação baiana vive um momento de virada histórica. De acordo com dados consolidados do Ministério da Educação (MEC) para o início de 2026, a Bahia reafirmou sua posição como uma das maiores potências educacionais do Brasil, garantindo o 3º lugar nacional em número de aprovados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), atrás apenas de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O cenário das universidades públicas e particulares na Bahia mudou de cor e de CEP. Em um movimento sem precedentes, o estado registra, em 2026, o maior contingente de jovens vindos da rede pública e de bairros periféricos ingressando no ensino superior. O fenômeno, que muitos chamam de “Revolução do Lápis”, ignora críticas políticas e se firma nos números: a Bahia é hoje o terceiro estado que mais coloca alunos em universidades federais no Brasil.
Recorde sobre recorde
Com um crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior, o estado ultrapassou a marca de 23,4 mil aprovados somente na chamada regular do Sisu. O fenômeno não se restringe às universidades públicas; o desempenho recorde no Enem também impulsionou o acesso via ProUni e Fies, democratizando o ingresso em instituições particulares de excelência em todo o estado.
Durante décadas, alimentou-se a narrativa de que o aluno da escola pública baiana não teria base para competir com as elites. Os resultados do último Enem e a ocupação de vagas no Sisu, ProUni e Fies derrubam essa tese. Com notas expressivas e redações quase nota mil, estudantes de escolas estaduais da capital e do interior estão garantindo cadeiras em cursos como Medicina, Engenharia e Direito.
“A educação não tem dono, ela pertence ao povo. Ver esses jovens ocupando a universidade é a prova de que o talento estava lá; só faltavam oportunidade e incentivo”, comentou Fátima Silva, coordenadora da rede estadual.
A educação como patrimônio do povo
Para especialistas e educadores, o resultado é fruto da combinação entre o esforço dos estudantes — que têm criado novas estratégias de estudo e superação — e políticas públicas de permanência e incentivo, como o Bolsa Presença e o Mais Estudo.
“Não é uma conquista de um governo; é uma vitória das famílias baianas que acreditam na educação como ferramenta de mudança de história”, afirmou Rowenna Brito, secretária de Educação do Estado.
Contra o discurso do descrédito
Apesar de setores da oposição ainda focarem em críticas a modelos passados, os números atuais sugerem que o debate sobre a “falta de qualidade” vem sendo superado pelos fatos. A alta taxa de ocupação das vagas (99% na Bahia) e o crescimento de 39% no número de inscritos baianos mostram uma juventude mais conectada e preparada para disputar vagas em cursos concorridos, como Medicina, Direito e Psicologia — este último, inclusive, tendo a Uneb como um dos mais disputados do Brasil.
Pela primeira vez, muitos lares baianos celebram o primeiro diploma de nível superior. Esse avanço enfraquece críticas que tentam politizar a educação de forma negativa e evidencia que o trabalho dos professores e a resiliência dos alunos superaram as expectativas.
Os números da vitória baiana
• Liderança regional: A Bahia mantém a hegemonia no Nordeste em número de inscritos e aprovados.
• Interiorização: O crescimento de aprovados em cidades como Feira de Santana, Vitória da Conquista e Juazeiro mostra que a força da educação chegou ao coração do estado.
• Inclusão real: Mais de 80% das vagas ocupadas por baianos foram destinadas a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas ou com bolsas integrais.
A BAHIA DANDO SHOW NA EDUCAÇÃO!
A Bahia garantiu o 3º lugar nacional em aprovados no Sisu, com recorde de jovens da rede pública e da periferia entrando na faculdade.
Top 5 Brasil:
1º MG: 33.778
2º RJ: 30.533
3º BAHIA: 23.477
4º PB: 21.863
5º PE: 16.850
O próximo desafio: permanência
Com a barreira do ingresso sendo vencida por um número cada vez maior de jovens, o foco agora se volta para a garantia de que esses estudantes concluam seus cursos. Programas de assistência estudantil e o recém-lançado Pé-de-Meia Licenciaturas aparecem como o próximo passo para consolidar essa transformação social iniciada na sala de aula.
Mín. 23° Máx. 31°





