
A crise de superlotação das UPAs de Salvador tem origem clara nos números da atenção básica. Com cobertura insuficiente de equipes de Saúde da Família e ausência de ações preventivas consistentes nos bairros, casos simples se transformam em emergências.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a capital não alcança o mínimo de 70% de cobertura de atenção primária, índice considerado essencial para evitar descontrole na ponta hospitalar. Além disso, a vacinação infantil segue abaixo da média da Bahia.
Profissionais relatam que pacientes chegam às salas vermelhas sem acompanhamento prévio, com doenças que poderiam ter sido tratadas nos postos. Sem retaguarda, as UPAs da prefeitura transferem mais de 80% dos casos para hospitais do Governo do Estado, que acabam absorvendo responsabilidades municipais.
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