Temer confirma reajuste de servidor e diz que STF terá auxílio-moradia incorporado a salário
Temer confirma reajuste de servidor e diz que STF terá auxílio-moradia incorporado a salário
29/08/2018 às 18h24
Por: Redação
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(Brasília - DF, 23/07/2018) Transmissão de Cargo de Presidente da República, do Presidente Michel Temer para a Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministra Cármen Lúcia, durante Viagem Oficial para o México. Foto: Cesar Itiberê/PR
O presidente contou que na reunião que teve com o futuro presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e com Luiz Fux recebeu deles relatório segundo os quais o auxílio-moradia, já previsto no orçamento, cobre a previsão de aumento salarial. Para que o arranjo se transforme em um projeto de lei, faltam alguns detalhes técnicos e legais. Mas logo, segundo Temer, a proposta será finalizada. Em seguida, com a concordância de todos, será enviada ao Congresso. A ideia é que a proposta seja aprovada logo depois da eleição. Temer acredita que, por acabar com o auxílio-moradia, que é polêmico, e por não alterar o orçamento do Judiciário, o projeto será aprovado sem problemas pela Câmara e pelo Senado. Levando-se em conta que o salário dos ministros do STF serve de base para o teto salarial, e que os vencimentos do Legislativo e do Judiciário o acompanham, um acordo para aprovar o reajuste salarial do Supremo não será difícil de ser conquistado, avalia Temer.
Impacto do aumento
O aumento nos salários dos ministros terá impacto de R$ 250,1 milhões por ano nas despesas do Executivo. Hoje 5,8 mil servidores civis têm remuneração superior ao teto do funcionalismo, que é de R$ 33,7 mil. O reajuste também terá repercussão sobre os salários do próximo presidente da República e de seu vice. O Projeto de Lei Orçamentária de 2019, que está sendo fechado pelo Ministério do Planejamento, precisa ser encaminhado ao Congresso até o dia 31 deste mês, a próxima sexta-feira. Os técnicos da Pasta trabalhavam com dois projetos de lei. Agora, serão orientados a cuidar dos detalhes de apenas um, o que prevê o reajuste. Estadão
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