
O empresário Rubens Menin, controlador da CNN Brasil e um dos principais acionistas da SAF do Atlético-MG, esteve no mesmo grupo societário que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na estrutura que controla o futebol do clube mineiro.
A parceria ocorreu por meio da Galo Holding, empresa criada para administrar a SAF do Atlético-MG. Em 2023, quando o modelo foi oficializado, a Galo Holding passou a deter 75% das ações da SAF, enquanto o Clube Atlético Mineiro manteve 25%.
Na composição acionária divulgada em 2025, Rubens e Rafael Menin detinham juntos 41,8% da SAF, enquanto o Galo Forte FIP, fundo utilizado por Daniel Vorcaro, possuía 20,2%. Ricardo Guimarães tinha 6,3% e o FIGA, 6,7%.
Vorcaro aportou aproximadamente R$ 300 milhões no Atlético-MG entre 2023 e 2024 — R$ 100 milhões inicialmente e outros R$ 200 milhões posteriormente. Com o investimento, o Galo Forte passou a deter participação relevante na Galo Holding.
Investimento entrou no radar de investigação
A participação de Vorcaro na SAF passou a ser questionada após desdobramentos da Operação Carbono Oculto, que investigou suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a fundos que teriam fornecido recursos utilizados no investimento.
O próprio Atlético-MG notificou Vorcaro em outubro de 2025 para pedir esclarecimentos sobre a origem dos R$ 300 milhões e sobre os beneficiários do fundo Galo Forte. Segundo a CNN Brasil, o clube identificou que a informação anteriormente apresentada de que Vorcaro seria o único beneficiário do fundo não correspondia aos registros consultados na CVM.
O Atlético afirmou que o Galo Forte era um veículo de investimento regularmente constituído e registrado na CVM e declarou não ter conhecimento de irregularidades. O clube também informou posteriormente que Vorcaro deixou de exercer funções administrativas e de governança na SAF.
Mín. 24° Máx. 29°





