
O pastor Jonatã de Jesus Batista, de 40 anos, foi preso em flagrante suspeito de matar a ex-companheira, Jeane Cristina Mattes, de 43 anos, durante a festa de aniversário de 15 anos do filho do casal, no domingo (11), em Americana, no interior de São Paulo.
Segundo informações do registro policial divulgadas por veículos de imprensa, o crime aconteceu durante um churrasco na casa de familiares, após uma discussão. Jonatã teria pegado uma faca e atingido Jeane sete vezes, sendo quatro golpes na região do tórax. A mulher chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Municipal de Americana, mas não resistiu aos ferimentos.
O casal tinha dois filhos, de 15 e 8 anos. Segundo testemunho citado pela EPTV, as crianças teriam presenciado o ataque. Pessoas que estavam na festa conseguiram conter o suspeito e o amarraram até a chegada da Polícia Militar.
Histórico de violência e medida protetiva
De acordo com as informações divulgadas pela polícia, Jeane possuía uma medida protetiva de urgência contra Jonatã. Ele já havia sido preso anteriormente por violência doméstica contra a própria vítima e estava em liberdade desde setembro.
Em depoimento, o suspeito teria afirmado que estava sob efeito de álcool e drogas e que o crime ocorreu após uma discussão motivada por ciúmes. A investigação deverá esclarecer a dinâmica do feminicídio e as circunstâncias que antecederam o ataque.
Se apresentava como pastor itinerante
Nas redes sociais, Jonatã se apresentava como “pastor itinerante” e publicava vídeos de pregações e mensagens religiosas. A Igreja Manjedoura de Cristo informou que ele não integra mais a instituição desde 2 de março de 2024.
Além do conteúdo religioso, o suspeito também mantinha publicações de caráter político e manifestava apoio ao bolsonarismo nas redes sociais, conforme publicações associadas ao perfil dele. Essa informação diz respeito às manifestações políticas feitas pelo próprio suspeito e não há indicação, nas informações divulgadas pelas autoridades, de que sua posição política tenha relação com o crime.
O caso foi registrado como feminicídio. A prisão em flagrante foi ratificada pela autoridade policial, que também representou pela conversão da prisão em preventiva.
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