
A candidata a deputada estadual Rowenna Brito (PT) afirmou que as novas informações sobre a investigação da Polícia Federal envolvendo ACM Neto exigem atenção e esclarecimentos. Segundo relatório da PF revelado pela CNN Brasil nesta quarta (30), os investigadores apontaram o candidato ao governo da Bahia como liderança de uma organização criminosa investigada por obtenção de recursos públicos por meio de contratos superfaturados.
Para Rowenna, a gravidade das suspeitas reforça a necessidade de transparência e rigor na apuração de qualquer possível irregularidade envolvendo recursos públicos.
“Estamos falando de uma investigação que envolve contratos públicos, suspeitas de superfaturamento e uma estimativa de movimentação de cerca de R$ 1,4 bilhão pelo esquema investigado. É um assunto grave e que precisa ser esclarecido com transparência, sem espaço para privilégios ou interferências políticas”, afirmou.
O relatório da PF cita ainda 232 contatos entre ACM Neto e o empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, entre agosto e dezembro de 2024, além de suspeitas relacionadas à atuação do grupo em contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte. A defesa de Neto nega envolvimento e afirma que as informações fazem parte de uma tentativa de interferência no processo eleitoral.
“A Polícia Federal fez a parte dela, essa relação entre o ex-prefeito e o 'Rei do Lixo' já é apontada há muito tempo e agora cabe a ele se explicar. Má gestão e má política têm consequências para a população. Quando existem suspeitas envolvendo dinheiro público, é preciso investigar, esclarecer e responsabilizar quem eventualmente tiver cometido irregularidades. No domingo, os baianos vão decidir o futuro da Bahia e precisamos discutir que tipo de gestão e de política queremos para o nosso estado".
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