
Uma nova revelação da Polícia Federal aprofunda o desgaste de ACM Neto (União Brasil) no caso Banco Master. Relatório feito pela instituição afirma que André Mendonça tratou a situação do candidato ao Governo da Bahia de forma diferente da aplicada a outros investigados. Segundo a PF, embora Mendonça tenha considerado que ACM atuava na “representação de interesses dentro dos limites do permitido”, os fatos apresentavam “similaridade relevante” com outro caso tratado de maneira mais dura.
A revelação, publicada por Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, acrescenta peso institucional a uma relação já documentada entre ACM, o Master e a Reag. O Coaf identificou R$ 3,6 milhões em pagamentos do banco e da gestora à A&M Consultoria, empresa de ACM e da esposa. Documentos fiscais analisados depois pela Folha ampliaram para R$ 5,45 milhões os pagamentos do Master à empresa entre 2023 e 2025. ACM confirma os contratos, diz que prestou serviços e nega irregularidades.
Mensagens recuperadas pela PF também mostram Daniel Vorcaro relatando a Fábio Faria que ACM esteve em sua casa, em maio de 2024. No diálogo, Vorcaro afirmou que o ex-prefeito estava “dando apoio total”. A PF não esclareceu a que tipo de apoio o banqueiro se referia.
A ligação aparece ainda nos investimentos de ACM. Ele é cotista exclusivo do fundo Seattle 95, administrado pela Reag até 2025. O fundo aplicou cerca de R$ 4,8 milhões no Structure, formado por empréstimos consignados originados pelo Master; em fevereiro de 2023, essa aplicação chegou a representar 98,6% do patrimônio do Seattle.
ACM declarou ainda R$ 9,08 milhões em fundos da Planner Corretora, alvo de busca da PF em investigação sobre operações envolvendo o Master e a Rioprevidência. João Carlos Mansur, fundador da Reag, fechou acordo de delação premiada com a PGR, com foco em Vorcaro, e ACM aparece entre os políticos citados nos anexos.
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