
A pesquisa AtlasIntel/A Tarde divulgada hoje coloca Jerônimo Rodrigues em empate técnico com ACM Neto (União Brasil) tanto no primeiro quanto no segundo turno e revela uma estrutura eleitoral especialmente favorável ao governador no interior e em segmentos numerosos do eleitorado. No cenário 1 de primeiro turno, ACM aparece com 49,1% e Jerônimo com 47,9%, diferença de 1,2 ponto. Nos votos válidos, são 50% contra 48,7%. Num eventual segundo turno, a distância cai ainda mais: 49,2% para ACM e 48,6% para Jerônimo, apenas 0,6 ponto; nos válidos, 50,3% a 49,7%.
A pesquisa ouviu 1.804 eleitores entre 28 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro declarada pela Atlas é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
É no interior que aparece uma das principais forças de Jerônimo. Já no primeiro turno, o governador registra percentual superior ao de ACM em três dos quatro recortes territoriais do interior apresentados pela Atlas. Na mesorregião identificada como Feira de Santana, Jerônimo chega a 61,3%, contra 37,1% de ACM. No agrupamento Barreiras + Guanambi + Vitória da Conquista, são 52,6% contra 46,8%. Em Juazeiro + Paulo Afonso + Irecê, 48,8% contra 45,5%.
A configuração praticamente se repete no segundo turno. Jerônimo sobe para 61,6% no recorte de Feira de Santana, enquanto ACM permanece com 37,1%. Em Barreiras + Guanambi + Vitória da Conquista, o governador conserva 52,6%, contra 46,8%; em Juazeiro + Paulo Afonso + Irecê, passa a 48,9%, diante de 45,5%.
Em Salvador o confronto direto melhora a posição de Jerônimo. No primeiro turno, o placar na capital é 55,9% a 38%, distância de 17,9 pontos. No segundo, Jerônimo chega a 40,4%, enquanto ACM marca 56,3%. A diferença cai para 15,9 pontos. Entre um cenário e outro, portanto, Jerônimo ganha 2,4 pontos em Salvador, enquanto ACM cresce apenas 0,4.
Os recortes sociais ajudam a explicar a competitividade do governador. No primeiro turno, Jerônimo abre vantagem expressiva entre as mulheres: 53,1%, contra 43% de ACM. Entre os homens ocorre o movimento inverso, mas o peso das mulheres é maior na própria amostra da Atlas: elas representam 54,4% dos entrevistados. No segundo turno, a vantagem feminina de Jerônimo aumenta ligeiramente, para 54,3% contra os mesmos 43% de ACM.
Outro resultado forte aparece entre os eleitores com ensino fundamental. Jerônimo marca 57,6% no primeiro turno, diante de 42,4% de ACM. No segundo turno, os mesmos percentuais se mantêm. É uma vantagem de 15,2 pontos num segmento presente no eleitorado popular baiano.
A idade também revela nichos importantes. No primeiro turno, Jerônimo vence entre os eleitores de 25 a 34 anos, com 50,7%, contra 45% de ACM, e apresenta seu melhor desempenho entre aqueles com 60 anos ou mais: 55,5%, contra 42,7%. No segundo turno, chega a 50,7% na faixa de 25 a 34 anos, contra 45,4%, e a 55,6% entre os maiores de 60 anos, diante de 42,8%. Entre 35 e 44 anos, o segundo turno registra praticamente igualdade: ACM 49,6% e Jerônimo 49,5.
Um dos recortes mais favoráveis a Jerônimo está na renda familiar entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. No primeiro turno, o governador alcança 58,3%, enquanto ACM fica em 41,4%, diferença de 16,9 pontos. No segundo turno, o quadro permanece exatamente igual. Jerônimo também se aproxima do adversário entre quem ganha acima de R$ 10 mil: no primeiro turno, ACM tem 50,1% e Jerônimo 48,2%; no segundo, são 50,1% e 48,6%.
Entre os católicos, Jerônimo também aparece numericamente na frente. No primeiro turno, são 50,6% contra 47,4%; no segundo, a vantagem cresce para 50,9% a 47,4%. No grupo classificado pela Atlas como “outra religião”, Jerônimo tem 56,3% no primeiro turno e 56,5% no segundo, enquanto ACM registra 37,8% nos dois cenários
O cruzamento com o voto presidencial de 2022 mostra outra reserva eleitoral importante. Entre quem votou em Lula no segundo turno daquela eleição, Jerônimo tem 70,6% no primeiro turno estadual, contra 26,6% de ACM. Num confronto direto, sobe para 71,7%, enquanto ACM permanece com 26,6%. Ou seja, Jerônimo já concentra mais de sete em cada dez antigos eleitores de Lula.
A pesquisa mostra ainda que 85,2% dos eleitores que votaram em Jerônimo no segundo turno de 2022 declaram voto nele novamente no primeiro turno deste ano. No segundo turno projetado, a retenção sobe para 86,5%. Entre quem votou em Otto Alencar para o Senado em 2022, Jerônimo tem 78,8% no primeiro turno e chega a 80% no confronto direto com ACM.
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