
A vereadora Marta Rodrigues (PT) disse, nesta terça-feira (16), que a população de Salvador não pode ser ameaçada com um novo aumento da tarifa de ônibus para pressionar a aprovação do projeto de subsídio ao transporte público enviado pela Prefeitura à Câmara Municipal. Marta ressaltou que não é contrária a subsídios destinados a garantir a sustentabilidade do transporte público e melhorar a vida da população. No entanto, avaliou que ainda faltam esclarecimentos sobre o projeto e um debate mais amplo com a sociedade.
Segundo a parlamentar, a discussão exige cautela, transparência e responsabilidade, sobretudo diante do histórico de sucessivos aportes de recursos públicos ao sistema sem que os usuários tenham percebido melhorias proporcionais na qualidade do serviço. “Não é razoável que, toda vez que se discute um novo subsídio, a população seja colocada diante da ameaça de pagar uma passagem mais cara. Antes de pedir mais recursos públicos, a Prefeitura precisa apresentar resultados concretos dos investimentos já realizados e demonstrar quais benefícios efetivos chegarão aos usuários”, afirmou.
Marta ressaltou que Salvador acumula anos de repasses, benefícios e medidas voltadas à sustentação financeira do sistema de transporte. No entanto, segundo ela, trabalhadores, estudantes e demais usuários continuam enfrentando problemas como demora, superlotação, redução de linhas e falta de conforto nos ônibus.
“A população tem o direito de saber o que mudou depois de tantos aportes financeiros. O que vemos é que as empresas seguem recebendo apoio do poder público, enquanto quem depende do transporte coletivo continua convivendo com um serviço precário. A prioridade deve ser melhorar a vida dos usuários, e não apenas garantir o equilíbrio financeiro das concessionárias”, disse.
A vereadora defendeu ainda que a proposta seja debatida de forma ampla e transparente, com apresentação de dados, planilhas e informações que permitam à sociedade avaliar a necessidade do novo subsídio e as contrapartidas que serão exigidas das empresas. “Não se trata de ser contra ou a favor do subsídio. Trata-se de garantir que o dinheiro público seja aplicado com responsabilidade, transparência e retorno efetivo para a população”,destacou.
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