
Anunciada pela Prefeitura de Salvador como um equipamento voltado à inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a Escola Municipal do Curralinho, localizada no bairro do Stiep, permanece sem conclusão mesmo após anos do início das obras.
O projeto foi contratado em dezembro de 2021, com prazo inicial de 18 meses para entrega e orçamento estimado em R$ 12 milhões. No entanto, após aditivos contratuais, o valor já teria alcançado cerca de R$ 16 milhões, sem que exista até o momento uma previsão oficial para a finalização da unidade.
A escola foi planejada para oferecer atendimento especializado a crianças com autismo, funcionando como um espaço de acolhimento, inclusão e suporte educacional. Apesar disso, o prédio permanece inacabado, situação que tem gerado críticas de parlamentares e cobrança por parte de famílias que aguardam a ampliação da rede de atendimento.
A vereadora Marta Rodrigues tem apontado a obra como exemplo de falhas na condução de projetos públicos voltados à educação inclusiva. Segundo ela, o equipamento foi anunciado em 2022 com promessa de entrega em 2023, mas, em 2026, o que existe no local é apenas a estrutura da construção.
O tema também chegou ao debate político mais amplo. O deputado estadual Robinson Almeida, por exemplo, cobrou uma atuação mais firme da Câmara Municipal na fiscalização da obra. Ele citou os vereadores Sandro Filho e Jorge Araújo, afirmando que ambos costumam fazer críticas ao governo estadual, mas não estariam cobrando explicações da prefeitura sobre a paralisação do projeto.
De acordo com o parlamentar, dados do Tribunal de Contas do Município e do Censo Escolar indicam que Salvador ainda está distante de cumprir metas de ampliação do atendimento educacional para crianças nessa faixa etária.
“Enquanto milhões são investidos em obras que não são concluídas, a prefeitura segue incapaz de garantir o básico: creches suficientes para atender as famílias que precisam trabalhar e não têm onde deixar seus filhos”, afirmou.
Ainda segundo ele, o caso da escola do Stiep tornou-se um símbolo do que classifica como falhas de planejamento e gestão. “Já são cerca de R$ 16 milhões aplicados em uma estrutura que ainda não atende à população, enquanto crianças e famílias continuam esperando por serviços essenciais”, declarou.
Até o momento, a Prefeitura de Salvador não divulgou nova data para a conclusão da obra da Escola Municipal do Curralinho.
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