
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece liderando todos os cenários testados para a eleição presidencial de 2026, tanto no primeiro quanto no segundo turno, de acordo com a nova pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (2). A sondagem mostra uma ligeira recuperação de Lula e um afastamento do petista em relação aos principais nomes do campo bolsonarista, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e outros possíveis postulantes da oposição.
No primeiro turno, Lula lidera isoladamente os principais cenários, mostrando resiliência de seu eleitorado mesmo diante de índices elevados de rejeição (47%). Já no segundo turno, o presidente conseguiu se descolar dos adversários no limite da margem de erro — situação diferente da última rodada, quando aparecia tecnicamente empatado com Bolsonaro e Tarcísio.
Agora, Lula venceria Jair Bolsonaro por 47% a 43%, enquanto contra Tarcísio a vantagem é de 45% a 41%. O petista também aparece à frente de outros nomes da oposição, como Michelle Bolsonaro (48% a 40%), Eduardo Bolsonaro (49% a 37%) e Flávio Bolsonaro (48% a 37%).
Outro destaque da pesquisa é o desempenho do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), que surge como alternativa viável dentro da direita. Ele aparece perdendo de Lula por 45% a 40%, em empate técnico, mas com desempenho próximo ao de Tarcísio de Freitas — o que o coloca no radar como possível nome de peso na disputa.
A pesquisa também mediu a força de Lula contra outros governadores da centro-direita. Contra Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Lula vence por 47% a 35%, e contra Romeu Zema (Novo-MG), por 46% a 36%.
No campo petista, os nomes de Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, hoje aliados de Lula no governo, também foram testados. Sem Lula na disputa, Tarcísio venceria Haddad por 43% a 37%, e apareceria em empate técnico com Alckmin (40% a 38%).
Apesar da liderança consolidada, o Datafolha chama atenção para a alta rejeição de Lula (47%) e Bolsonaro (44%), o que mostra um eleitorado polarizado e exigente. Mesmo assim, a exposição nacional e o peso político do atual presidente continuam sendo fatores decisivos que o mantêm como favorito até o momento.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 130 municípios nos dias 29 e 30 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Com a eleição ainda distante, os números refletem mais o cenário atual de visibilidade e influência política do que uma tendência definitiva. Ainda assim, a recuperação de Lula e o enfraquecimento do campo bolsonarista mostram um panorama favorável ao presidente, que se movimenta para manter sua base e ampliar alianças em direção à reeleição.
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