
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, nesta sexta-feira (22/9), a abertura de uma investigação contra o ex-juiz e atual senador Sergio Moro por “gestão caótica e violação a deveres da magistratura” durante a Operação Lava-Jato. O ex-magistrado será investigado pelo repasse de R$ 2 bilhões em acordos firmados na operação junto à Petrobras.
Além de Moro, também serão investigados os desembargadores federais Loraci Flores de Lima, João Pedro Gebran Neto e Marcelo Malucelli, e a juíza federal Gabriela Hardt, todos do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). A decisão de instaurar é do corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão.
A investigação vai averiguar “indícios de violação reiterada dos deveres de transparência, de prudência, de imparcialidade e de diligência do cargo em decisões que autorizaram o repasse de mais de R$ 2 bilhões à Petrobras”.
A decisão também aponta que Moro deve enfrentar, ainda, investigação de indícios de atuação com fins político-partidários enquanto juiz, o que é vedado constitucionalmente e por resolução do CNJ.
Para Salomão, os valores foram transferidos antes do julgamento terminar, ou seja, antes do trânsito em julgado de parte das ações penais, o que impediu a inclusão da participação de réus e investigados.
Salomão também afirma que os magistrados não consideraram que a Petrobras estava sob investigação de autoridades estadunidenses desde novembro de 2014, em processos de suspeita de corrupção.
O senador comentou o assunto pelas redes sociais. Ele ironizou a decisão e creditou o entendimento de Salomão ao governo Lula. “No fantástico mundo da Corregedoria do CNJ, recuperar dinheiro roubado dos bandidos e devolver à vítima (Petrobras) é crime. Só mesmo no Governo Lula”, escreveu.
Ao Correio, a assessoria de Moro informou que o ex-juiz não vai comentar o assunto a não ser por meio do tuíte.
Salomão também afirma que os magistrados não consideraram que a Petrobras estava sob investigação de autoridades estadunidenses desde novembro de 2014, em processos de suspeita de corrupção.
O Correio tenta contato com os outros investigados citados na matéria, mas não obteve sucesso até a última atualização dessa matéria. O espaço permanece aberto para eventual manifestação
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