
"No primeiro momento, quando fiz o voto, estava encaminhando pela admissibilidade (aceitação da ação). Entretanto, com o julgado de vários casos da oposição e da situação, e observando as falas de alguns integrantes experientes aqui, entendo que Eduardo agiu sob o calor da emoção", disse Josenildo no seu voto.
O caso só não foi arquivado porque o deputado Chico Alencar (PSol-RJ) pediu vista, ou seja, adiou para a votação do parecer do relator. Deputados bolsonaristas tentaram demovê-lo da ideia e até ameaçaram, então, quebrar o clima de entendimento com a ameaça de que, a partir de agora, agiriam da mesma forma contra representados governistas de partidos de esquerda.
"Agora que não vou mudar de opinião mesmo. Não estou nesse toma lá, dá cá que alguns estão praticando aqui. Deixou claro que jamais duvidei da facada que o Bolsonaro levou. Foi algo criminoso, horrível. Mas acho que o deputado Eduardo Bolsonaro deveria estar aqui para explicar o que aconteceu (se referindo ao bate-boca com o petista)", disse Alencar.
Eduardo não compareceu ao conselho porque está em missão oficial, e foi representado por uma advogada, que argumentou que suas ofensas se deram no "calor da emoção".
Até agora, três conselheiros já mudaram seus pareceres e, em vez de pedir seguimento dos respectivos processos, mudaram de opinião e encaminharam pelo arquivamento das denúncias contra os bolsonaristas (Carla Zambelli, Nikolas Ferreira e José Medeiros). Outros dois casos contra deputadas da oposição também foram arquivados hoje, no conselho, e livaram as deputadas Talíria Petrone (PSol-RJ) e Juliana Cardoso (PT-SP) de responder por quebra de decoro parlamentar.
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