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PM de São Paulo expulsa 700 famílias de terreno baldio e coordenador do MTST é preso

PM de São Paulo expulsa 700 famílias de terreno baldio e coordenador do MTST é preso

17/01/2017 às 20h47
Por: Redação
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
   

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, foi detido na manhã desta terça-feira (17) durante a reintegração de posse de um terreno ocupado na zona leste da capital paulista.

  A operação resultou em conflito entre moradores e a Tropa de Choque da Polícia Militar, que utilizou gás de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo. No terreno particular, onde foram construídas casas de alvenaria e de madeira, moravam 700 famílias. Boulos foi detido por "descumprimento de decisão judicial e incitação ao crime", segundo os policiais. Integrantes do movimento disseram que o advogado dos moradores também foi levado para a delegacia, mas a Secretaria da Segurança Pública ainda não confirmou a informação. "Um verdadeiro absurdo, uma vez que Guilherme Boulos esteve o tempo todo procurando uma mediação para o conflito. Neste momento, o companheiro Guilherme está detido no 49ª DP de São Mateus", afirma uma nota oficial do MTST.    "Não aceitaremos calados que, além do massacre ao povo da ocupação Colonial, jogando-o nas ruas, queiram prender quem tentou o tempo todo e de forma pacífica ajudá-lo”, diz a nota.

Ocupação em São Mateus

A ocupação, chamada comunidade Colonial, está localizada no bairro São Mateus, na zona leste da cidade, na Rua André de Almeida. As famílias vivem no local há um ano e meio. Neto Brasil, integrante da coordenação do MTST, disse que o terreno, antes da ocupação pelas famílias, era usado para crimes e desova de corpos.   Uma das pessoas despejadas, Maria Sônia Rodrigues da Silva, de 61 anos, vivia com as duas filhas na comunidade. “Aqui só tem criança, cadeirantes, pessoas idosas, adolescentes. A gente não quer nada de graça não, a gente quer comprar [o terreno]”, disse ela. A idosa e as filhas estavam no local há um ano e meio. “Eu não tenho onde morar, nem elas. Essa terra estava abandonada há 40 anos”, completou. * Com informações da Agência Brasil.  
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