O
7º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, marcado pela participação ativa do
ex-presidente Lula, chegou ao fim neste domingo (24) com uma disputa democrática que reconduziu
Gleisi Hoffmann à Presidência da legenda pelos próximos quatro anos. Em seu discurso, agradeceu o apoio dos filiados, das tendências e, principalmente, do ex-presidente
Lula e dos outros candidatos. “Quero agradecer aos milhares de filiados, a todas as correntes do
PT, à
Margarida Salomão, ao
Valter Pomar e ao
Paulo Teixeira. E agradecer ao presidente
Lula pela confiança depositada em mim”, declarou. A presidenta deixou claro também qual será a missão que norteará a sua gestão pelos próximos quatro anos: “O PT é um orgulho para nós. Temos desafios e problemas para resolver, mas esta é uma história de 40 anos ao lado do povo e isso ninguém conseguirá apagar. Achavam que nos matariam, mas nós estamos bem vivos, de cabeça erguida e prontos para a luta”. A luta à qual se refere Gleisi tem duas vias bem definidas. A primeira é reafirmar o PT como organização popular, amplamente democrática e que dialoga com a plural e diversificada população do país. A segunda, como tem sido desde o
golpe 2016, é barrar o avanço das políticas neoliberais que ganharam contornos extremamente autoritários a partir da eleição do cada vez mais impopular
Jair Bolsonaro. “A situação que passa o Brasil hoje é extremamente complicada, com uma pauta social e econômica trágica e contrária aos interesses do povo. E é contra esses retrocessos que temos que lutar e nos posicionar. É contra a retirada de direitos que temos que ser firmes. O partido precisa estar organizado e com disposição
política porque quando as grandes manifestações ecoarem pelas ruas do país, teremos que estar preparados para conduzi-las”, reiterou.
Paulo Pinto
7º Congresso Nacional
Olho no olho
Para realizar tamanho enfrentamento, Gleisi não vê outra alternativa a não ser potencializar aquela que é tida como a marca registrada do Partido dos Trabalhadores: o trabalho de base e o contato direto com o povo brasileiro. Para tanto, lembrou do que disse Lula durante seu discurso em São Bernardo do Campo, um dia depois de deixar o cárcere político. “Lula deixou bem claro que temos, sim, que polarizar. Somos o lado oposto de Bolsonaro. Estamos sempre ao lado do povo”, esclareceu a presidenta. Gleisi, no entanto, está convicta de que é preciso ir além, voltar para as bases e olhar diretamente nos olhos da população. “Em 2020, temos que estar fortes para disputar as eleições, falar com o povo e defender nosso legado. Agora o momento está exigindo que tenhamos uma organização popular forte dentro do PT.
Redes sociais são importantes, mas nada substitui o olho no olho com a população”. Para colocar tal premissa em prática, a presidenta pede empenho redobrado de todos os petistas para fortalecer as
sus estruturas internar. “Temos que reforçar nossas setoriais e nossas secretarias, temos o desafio da nossa juventude, que quer saber como a gente pensa e está afim de lutar, fortalecer a Secretaria de
Combate ao Racismo, a nossa secretaria
LGBT, de
Mulheres, de
Cultura, e todas as outras que se mostraram fundamentais para manter o partido sempre forte. Mas podemos avançar ainda mais e é isso que vamos fazer. Vou dedicar toda a minha
energia e disposição para que isso aconteça”. Agência PT de Notícias