Profissionais da saúde de Lauro de Freitas são capacitados para atuar no Ambulatório de Violência Sexual
Profissionais da saúde de Lauro de Freitas são capacitados para atuar no Ambulatório de Violência Sexual
30/08/2019 às 18h33
Por: Redação
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Profissionais ligados à rede básica e especializada da Secretaria Municipal de Saúde de Lauro de Feitas foram capacitados para atuar no (AVS). Participaram, também, do curso “Qualificação da atenção às mulheres e adolescentes em situação de violência sexual” representantes de conselhos municipais; e de órgãos de segurança e de equipamentos públicos. Iniciadas na quinta-feira (29), as atividades prosseguem nesta sexta (30) com palestras voltadas a estruturarão da rede de apoio e proteção para a implementação do AVS. Durante a capacitação, temas como aspectos jurídicos da violência sexual contra mulheres, crianças e adolescentes e orientações gerais para a organização da rede de serviços estão sendo abordados por uma equipe técnica da Secretária de Saúde do Estado (SESAB) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O secretário municipal de Saúde, Vidigal Cafezeiro, ressalta que o Ambulatório de Violência Sexual funcionará no Complexo de Saúde da Itinga, em Lauro de Freitas, e contará com uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos e enfermeiros para atender exclusivamente estes pacientes. “Com essa capacitação, estamos dando um passo importantíssimo para a construção desse serviço. A violência contra a mulher é um tema que, durante muito tempo, foi tratado como pertencente apenas às esferas do direito e da segurança pública. Devido as consequências da violência sobre a sua saúde, mulheres nessa situação são frequentadoras assíduas dos serviços médicos”, avaliou. A coordenadora da Rede Ambulatorial da Secretaria Municipal de Saúde, Marvione Correia, explica que o objetivo da ação, inicialmente, é estruturar a rede de atenção dessa demanda. “A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é o serviço de referência para a atenção integral desse público. A UPA estará apta ao acolhimento, à escuta qualificada, ao atendimento clínico, à dispensação de medicamentos, aos exames e à notificação compulsória. Após isso, a assistida será acompanhada no complexo de saúde pela equipe, por um período mínimo de 12 meses. A vítima poderá, então, ser referenciada para os outros equipamentos da rede de assistência”, explicou. A Tarde
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.