
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Emmanuel Macron, voltaram a discordar sobre quem deverá ocupara o cargo pelos próximos cinco anos. A eleição europeia, que terminou no domingo, resultou em um Parlamento fragmentado, mas com avanços importantes de liberais pró-UE, verdes e dos populistas eurocéticos – que devem permanecer isolados, com cerca de um quarto dos deputados. A divisão, porém, é suficiente para dificultar o consenso em torno de uma agenda clara para o bloco. Merkel apoia o deputado alemão de centro-direita Manfred Weber para o cargo de Juncker, que deixa o posto em 31 de outubro. Nesta terça-feira, Macron respondeu, listando três nomes: a comissária dinamarquesa Margrethe Vestager, o negociador do Brexit, o francês de centro-direita Michel Barnier, e o social-democrata holandês Frans Timmermans – deixando de fora Weber. Países de menor relevância, desta vez, terão um peso maior na decisão sobre quem será o presidente da Comissão Europeia, órgão Executivo da UE que elabora propostas e fiscaliza atuação dos países-membros. Os premiês de Espanha e Suécia explicitamente apoiaram Timmermans, enquanto os chefes de Irlanda e Croácia endossaram Weber. O candidato vencedor deverá obter apoio de pelo menos 21 dos 28 chefes de Estado e de governo, cujos países representem pelo menos 65% da população da União Europeia. A designação formal ocorrerá na reunião de cúpula do bloco, marcada para 21 e 22 de junho, em Bruxelas. / AFP e REUTERS O Globo
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