
Com direção de Marcio Meirelles, dramaturgia de Marcos Uzel e atuação de Andrea Elia no papel de Nilda Spencer, a montagem será a primeira apresentada no espaço após sua reabertura, marcando o retorno de um dos teatros mais tradicionais da Bahia à programação cultural.
As apresentações acontecem às sextas, sábados e domingos, sempre às 19h. Os ingressos custam R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada) e podem ser adquiridos pela Sympla ou na bilheteria do teatro.
A peça resgata a trajetória de Nilda Spencer, considerada uma das grandes referências do teatro baiano. A narrativa acompanha sua transformação de uma mulher da sociedade soteropolitana em atriz e diretora, destacando sua atuação no desenvolvimento do teatro profissional na Bahia e sua postura diante dos padrões sociais e do machismo de sua época.
O espetáculo também apresenta momentos importantes da história cultural de Salvador, passando pela criação da Escola de Teatro da Universidade da Bahia, pela efervescência artística da cidade e pelos desafios enfrentados pelos artistas durante a ditadura militar.
A dramaturgia nasceu de uma longa pesquisa do jornalista e crítico teatral Marcos Uzel, que primeiro desenvolveu uma tese de doutorado sobre Nilda, em 2016, e posteriormente publicou, em 2021, a biografia Nilda: a dama e o tempo. Em 2026, a trajetória da artista chega aos palcos em formato teatral.
Com nove atores em cena e dois músicos, a montagem incorpora ainda a Libras como elemento da própria narrativa, proposta pelo diretor Marcio Meirelles como uma forma de inclusão integrada à linguagem do espetáculo.
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