
A vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou, nesta quarta-feira (3), que o machismo está escancarado na campanha de ACM Neto (União Brasil) e citou como exemplos os episódios envolvendo a jornalista Basília Rodrigues, durante sabatina na TV Aratu, e duas mulheres que participaram seminuas de um ato político em um carro de som de um aliado do candidato. “São episódios vexatórios, graves, que atentam contra todas as mulheres e mostram que o machismo e a misoginia não são situações isoladas no grupo político dele”, afirmou.
Para a petista, a reação de Neto às perguntas da jornalista revelou o desconforto do candidato diante de assuntos que há meses estão no noticiário, como as investigações envolvendo as operações Overclean e Banco Master e as relações do candidato com Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e com Daniel Vorcaro. “São assuntos amplamente noticiados há meses. É fácil fazer campanha quando se escolhe o que responder. Difícil é encarar as perguntas que a população também faz. Basília é uma mulher profissional, merece respeito. O que vimos foi um candidato incomodado porque uma mulher não se intimidou e continuou perguntando”, afirmou.
Segundo Marta, além da tentativa de descredibilizar e desmerecer a jornalista, soma-se a esse comportamento machista e patriarcal o episódio ocorrido dias antes, durante uma caminhada em São Cristóvão, quando duas mulheres apareceram seminuas em um carro de som ligado a um aliado de Neto. “Mulheres nuas não são atrativos para voto político. Isso fortalece uma lógica em que o homem exerce o poder e o corpo da mulher é colocado como instrumento dessa disputa. É objetificação e precisa ser enfrentada, não normalizada. E uma coligação sempre tem um nome que está à frente”, acrescentou.
Para a vereadora, a tentativa de atribuir o episódio exclusivamente a um aliado ou eleitor não isenta o grupo. Pelo contrário, mostra que ele tenta sempre se desvencilhar do que não lhe agrada, encontrando bodes expiatórios. “Por mais que tentem personificar a responsabilidade num aliado, o eleitor não é burro. Uma campanha é uma construção coletiva, com aliados, candidatos, compromissos e valores que precisam guardar coerência. Não se pode jogar para outro a responsabilidade quando um episódio constrangedor acontece dentro de uma estrutura política”, afirmou.
Marta afirma que a Bahia quer mulheres que tenham suas vozes respeitadas e sejam protegidas da violência de gênero. “O governador Jerônimo Rodrigues e sua aliança com o presidente Lula têm surtido efeito em ações propositivas e em acordo com o movimento de mulheres. Na Bahia, temos ações da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), as Salas Elas à Frente e a Casa da Mulher Brasileira, além da ampliação do atendimento de saúde mental pelo SUS para mulheres em situação de violência e mães atípicas, em parceria com o governo federal”, disse.
“É essa Bahia, construída por Jerônimo em parceria com Lula, que cuida, acolhe, protege e respeita as mulheres, que queremos continuar construindo”, acrescentou.
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