
A educação pública da Bahia alcançou em 2025 o quarto crescimento consecutivo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). As escolas da rede estadual atingiram nota 3,8 no Ensino Médio, dando sequência a uma trajetória ascendente iniciada em 2019, quando o índice era de 3,2, e que passou por 3,5 em 2021 e 3,7 em 2023.
O resultado confirma a série histórica mais consistente da educação baiana e reflete a prioridade dada pelo governo Jerônimo Rodrigues à escola pública. Entre 2023 e 2026, o Estado investiu cerca de R$ 20 bilhões na educação básica, sendo R$ 9,7 bilhões em infraestrutura, com construção, reforma e modernização de unidades, R$ 3,7 bilhões na valorização da carreira docente, com pagamento do Piso Nacional do Magistério, concursos e convocação de quase 9 mil novos servidores, e R$ 1,9 bilhão em alimentação escolar.
A Bahia melhorou em todos os itens que compõem o Ideb. Na prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que mede a proficiência em Português e Matemática, o estado alcançou média de 4,04, com crescimento nas duas disciplinas: a nota de Matemática subiu de 250,97 para 252,49 e a de Português avançou de 252,49 para 253,99. O estado também avançou no fluxo escolar, que considera aprovação, reprovação e abandono, com uma rede que reprova cada vez menos sem recorrer a qualquer mecanismo de aprovação automática. O aluno baiano avança porque aprende, não porque foi empurrado.
Os dados do Censo Escolar 2025 reforçam a transformação. Em três anos, a taxa de reprovação no Ensino Médio baiano caiu 12,2 pontos percentuais, de 16,6% para 4,4%, enquanto a evasão despencou de 13% para 3,1%. Os números são atribuídos à política de permanência estudantil, que combina alimentação de qualidade, transporte, assistência estudantil e programas como o Bolsa Presença e o Pé-de-Meia, sob a premissa de que nenhum estudante fique fora da escola.
Os avanços já se refletem na porta de entrada do ensino superior. No Enem 2024, a rede pública da Bahia registrou o quarto maior número do país de redações com notas entre 920 e 980. Pelo segundo ano seguido, o estado é o terceiro que mais aprova estudantes em universidades públicas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu): foram 23.477 aprovados em 2026, crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior. A Bahia é ainda o terceiro estado com mais aprovações no Prouni. São jovens que, uma geração atrás, dificilmente chegariam ao ensino superior.
Para o secretário estadual da Educação, Marcius Gomes, os resultados são fruto de uma escolha política e pedagógica intencional. "Em vez de concentrar esforços apenas onde os resultados já eram favoráveis, a Bahia decidiu investir justamente onde os desafios históricos eram maiores. Qualidade e equidade não são objetivos concorrentes, caminham juntas", afirmou. Segundo ele, o Ideb não é uma linha de chegada. "O maior resultado da educação baiana não está apenas na evolução das notas, mas na construção de uma rede que não produz excelentes resultados para poucos, e sim amplia as possibilidades de aprendizagem para todos”.
Mín. ° Máx. °





