
Márcio Canella participou do lançamento do MBA em Segurança Pública da Fundação Índigo, presidida por ACM Neto, e teve sua gestão classificada pelo ex-prefeito de Salvador como “realmente transformadora”. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Federal durante a Operação Unha e Carne e é apontado como braço político de uma organização suspeita de lavar R$ 7,6 bilhões do crime organizado.
Enquanto ACM Neto promovia seu aliado como modelo, os indicadores da Bahia apresentavam melhora. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), registra queda de 9,6% nas mortes violentas intencionais no estado em 2025, acima da redução nacional de 8,2%. Os homicídios dolosos também recuaram 12,6%. Já o Rio de Janeiro, escolhido pela oposição como termo de comparação, registrou alta.
Em 2026, a redução na Bahia chegou a 20,5% no primeiro semestre e a 29,7% em Salvador. Neste período, as forças de segurança baianas realizaram 500 operações contra o crime organizado e alcançaram R$ 164 milhões em bens e ativos ligados a atividades criminosas. Desde 2023, o Estado contratou 11 mil policiais, peritos e bombeiros e ampliou o efetivo, a frota, as unidades, os equipamentos e a inteligência.
ACM Neto, por sua vez, governou Salvador durante oito anos, prometeu colocar 3.500 guardas municipais nas ruas e deixou a prefeitura com cerca de 1.300 agentes. Agora tenta dar lição de segurança à Bahia, enquanto o nome que apresentou como referência nacional virou caso de polícia.
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