
O g1 adotou uma régua artificial para avaliar as promessas do governador Jerônimo Rodrigues e produziu um retrato distorcido de um mandato que ainda está em curso. O caso mais evidente é o Hospital Estadual do Litoral Norte, em Alagoinhas: a própria reportagem reconhece que as obras estavam concluídas, mas classificou a entrega como não cumprida porque a unidade foi inaugurada em 1º de julho, apenas 24 horas depois da data de corte escolhida pelo portal.
Não se trata de uma obra no papel. O hospital está pronto, inaugurado e atendendo a população. Foram investidos R$ 187 milhões em uma estrutura com 190 leitos, dos quais 30 são de UTI, para atender moradores de 34 municípios. Mesmo assim, o equipamento entrou no placar negativo do g1. Pela lógica adotada, um hospital que recebe pacientes e salva vidas deixa de ser uma entrega real por causa de um dia no calendário.
A régua do g1 não mede o que foi entregue ao povo. Mede apenas a data escolhida para fechar uma planilha. Quando um hospital pronto e funcionando é tratado como promessa não cumprida por uma diferença de 24 horas, o problema não está na entrega. Está na metodologia.
Enquanto o placar do g1 discute calendário, a Bahia recebeu 15 novos hospitais, tem outros 22 em obras e conta com 27 policlínicas regionais atendendo 416 dos 417 municípios. Mais de 751 mil cirurgias eletivas foram realizadas, 81% dos pacientes regulados passaram a ser atendidos na própria região e mais de R$ 42 bilhões foram aplicados na saúde. Na infraestrutura, cerca de 5 mil quilômetros de rodovias foram construídos ou recuperados, superando a meta de 4 mil quilômetros. A campanha de Jerônimo respeita o papel fiscalizador da imprensa, mas não aceitará que uma metodologia falha apague entregas reais.
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