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Luciano Sandes, secretário de ACM Neto e Bruno Reis, afastado pela Justiça, coordenava prefeituras bairro, máquina de fazer política do grupo

Luciano Sandes, secretário de ACM Neto e Bruno Reis, afastado pela Justiça, coordenava prefeituras bairro, máquina de fazer política do grupo

17/07/2026 às 11h42
Por: Redação
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Metrópoles
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O secretário Luciano Sande, secretário municipal nas gestões de ACM Neto e Bruno Reis, afastado pela Justiça nessa semana, coordenava as prefeituras bairro de Salvador, uma máquina azeitada de fazer política na capital.

De acordo com vereadores da oposição ao prefeito, essas estruturas foram loteadas entre os vereadores da base do prefeito, e garantem centenas de cargos em comissão, de livre nomeação, contratos de manutenção e equipamentos e veículos para pequenas intervenções em Salvador.

Como exemplo, a unidade de Cajazeiras está sob o comando do vereadora Paulo Magalhães, a de Itapuã ficou com Duda Sanches, já a da Barra/Pituba com o vereador Cláudio Tinoco. O vereador Palhinha ficou com a do Subúrbio/Ilhas, e Ricardo Almeida com a do Centro/Brotas.

*Cidade fatiada*

"As gestões de ACM Neto e Bruno Reis fatiaram a cidade toda para os vereadores da base, nenhum serviço é oferecido nessas prefeituras bairro sem o consentimento do vereador que tem o domínio. Muitas vezes o cidadão precisa ir primeiro no gabinete do vereador pra pegar o 'autorizo', pra depois se deslocar para o bairro", afirmou um servidor da Câmara Municipal de Salvador, que preferiu não se identificar por medo de represália.

Ainda segundo a mesma fonte, Sandes era o homem de confiança de ACM Neto e Bruno Reis para coordenar esse esquema de fatiar a cidade, garantindo ganhos políticos, eleitorais e financeiros para o grupo

*A operação do MP que afastou Luciano Sandes e o vereador Gordinho da Favela*

Segundo o Ministério Público, a organização criminosa atuava de forma estruturada há aproximadamente dez anos e era dividida em três núcleos: empresarial, operacional e de agentes públicos. O núcleo empresarial seria liderado por Lázaro Nunes, apontado como controlador de fato de um conglomerado formado pelas empresas G3 Polaris Serviços, MP2 Construções, LN Distribuidora, Podium Distribuidora e WLSP Logística.

 

Conforme a investigação, essas empresas eram utilizadas de forma alternada para simular concorrência em licitações municipais e garantir contratos públicos ao mesmo grupo econômico. 

 

Ainda de acordo com o MP, Luciano Sandes exerceria papel central no núcleo de agentes públicos ao facilitar o ingresso e a permanência das empresas investigadas em contratos da administração municipal, influenciando a liberação de pagamentos e a aprovação de aditivos contratuais.as

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