
A G3 Polaris, alvo do Ministério Público da Bahia por supostas fraudes em licitações, está no centro de uma investigação que ameaça diretamente a campanha de ACM Neto (União Brasil) ao governo do estado da Bahia. O MP-BA aponta a empresa como integrante de um grupo econômico que teria causado prejuízo de R$ 38,3 milhões aos cofres públicos. Só em Salvador, a G3 Polaris faturou R$ 124,8 milhões entre 2015 e 2026, período que abrange a gestão de Neto e a de seu aliado e sucessor, Bruno Reis.
O vínculo com o ex-prefeito é direto: em 2018, a empresa prestou serviços ao gabinete do então prefeito ACM Neto. Desde então, o faturamento municipal da G3 saltou de menos de R$ 1 milhão no primeiro ano para cerca de R$ 25 milhões anuais, com contratos pulverizados por diversas secretarias da capital. O crescimento vertiginoso sob a gestão de aliados do ex-prefeito levanta questionamentos sobre o possível direcionamento das licitações e a regularidade dos valores pagos.
A conexão com o interior, porém, aprofunda o desgaste e atinge o coração da chapa. Zé Cocá (PP), atual candidato a vice-governador na coligação de Neto, contratou a G3 Polaris quando era prefeito de Jequié. Entre 2023 e 2025, o município pagou R$ 11 milhões à empresa por serviços de pavimentação asfáltica, revitalização de vias e instalação de mobiliário escolar com recursos do Fundeb. Com contratos ainda inacabados, a relação com a empresa em Jequié expõe Cocá a questionamentos e coloca a principal aliança oposicionista baiana sob pressão direta na corrida pelo Palácio de Ondina.O
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