
A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros gerou preocupação no setor produtivo da Bahia. Em nota divulgada nesta terça-feira (3), a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) alertou para os possíveis impactos da medida sobre segmentos estratégicos da economia baiana e sobre a competitividade das exportações do estado.
Segundo a entidade, os Estados Unidos são atualmente o quarto principal destino das exportações da Bahia, que somaram US$ 821,4 milhões em 2025. Entre os produtos que podem ser afetados pela nova taxação estão o ferro silício e insumos químicos como benzeno e butadieno, itens considerados importantes para as cadeias produtivas dos setores de ferroligas, química e petroquímica.
A FIEB avalia que uma eventual elevação tarifária poderá encarecer os produtos brasileiros no mercado norte-americano, reduzir margens de lucro das empresas exportadoras e ampliar a concorrência com produtos de outros países. A entidade também destaca que os efeitos podem atingir fornecedores, prestadores de serviços e trabalhadores ligados às cadeias produtivas envolvidas.
“O momento exige diálogo institucional, previsibilidade e cooperação entre os dois países”, afirmou a Federação, ressaltando que a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) ainda não representa uma decisão definitiva.
O anúncio da proposta também repercutiu no cenário político. Após a divulgação das tarifas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma fotografia ao lado de integrantes da família Bolsonaro. A imagem rapidamente ganhou destaque nas redes sociais e alimentou debates entre apoiadores e críticos do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a relação do grupo político com o governo norte-americano.
Enquanto opositores apontam a foto como um gesto político em meio às tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, aliados da família Bolsonaro afirmam que o registro não possui relação direta com a proposta tarifária.
Diante do cenário de incerteza, a FIEB informou que continuará acompanhando as discussões ao lado da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e de representantes do setor produtivo, defendendo a preservação dos mercados internacionais e a competitividade da indústria brasileira.
Mín. 21° Máx. 26°





