
O Governo de Goiás destinou ao menos R$ 209 milhões a empresas ligadas a um empresário investigado por suspeita de conexão com o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo reportagem divulgada nesta quinta-feira (29). Os repasses ocorreram entre 2020 e 2025 por meio de contratos na área da saúde.
De acordo com a investigação, os recursos chegaram às empresas por intermédio do Instituto de Medicina e Estudos (Imed), organização social responsável pela administração de unidades hospitalares no estado. As empresas fornecedoras seriam ligadas a Thiago Telles Batista de Souza, apontado pela Polícia Civil de São Paulo como suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro associado à facção criminosa.
Thiago Telles foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Falso Mercúrio, que apura movimentações financeiras supostamente abastecidas por recursos provenientes do tráfico de drogas, jogos ilegais e golpes contra consumidores. As investigações tiveram novos desdobramentos nesta semana.
Em nota, a Secretaria de Saúde de Goiás e as empresas citadas negaram irregularidades nos pagamentos e afirmaram que os contratos seguiram os trâmites legais. Até o momento, não há decisão judicial que comprove envolvimento do governo estadual em atividades criminosas, e o caso segue sob investigação das autoridades competentes.
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