
A pesquisa do Instituto Veritá que favorece ACM Neto, comemorada pela oposição e divulgada por veículos e perfis alinhados ao grupo do ex-prefeito, circula sem contestação na Bahia, mas no Maranhão, o TRE-MA determinou que a pesquisa do mesmo Veritá para governador só pode ser divulgada acompanhada de aviso obrigatório. Nele foi determinado constar que a fidedignidade do levantamento é objeto de questionamento judicial — sob pena de multa de até R$ 100 mil por ato de divulgação irregular.
E no Mato Grosso do Sul, o TRE-MS suspendeu a divulgação de pesquisa para governador do Veritá porque o instituto não apresentou o Demonstrativo do Resultado do Exercício do ano anterior, documento exigido para comprovar que possui condições financeiras de custear a pesquisa com recursos próprios. A multa fixada para descumprimento é de R$ 5 mil por dia.
Na Bahia, o Veritá, que não consegue comprovar ter condição financeira para realizar pesquisa junto ao TRE-MS, decidiu por iniciativa própria entrevistar 2.020 eleitores. Ninguém pagou pela pesquisa, ninguém a encomendou — mas alguém se beneficia com o resultado. O modelo não é inédito na atuação do Veritá e já foi questionado publicamente.
A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) apontou o volume de levantamentos realizados sem contratante como prática fora do padrão no setor, levantando dúvidas sobre a motivação e a viabilidade econômica desses trabalhos.
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