
O senador Angelo Coronel finalmente riscou o fósforo no barril de pólvora da política baiana. Em uma declaração que mais parece um alívio em assumir o bolsonarismo, o parlamentar escancarou o rompimento com a base de Jerônimo Rodrigues e oficializou o que os bastidores já davam como certo: sua migração para o campo da extrema-direita e o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. O Fim do Casamento com o PT A fala de Coronel não é um movimento isolado, mas a resposta direta ao que ele chamou de ser “limado” pelo grupo governista. Com o PT da Bahia fechado em uma “chapa puro-sangue” para o Senado — com as vagas reservadas para os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner —, Coronel viu-se sem teto no PSD e sem espaço no palanque de Jerônimo.
“Se engana quem acha que liderança local influencia eleição de presidente. O povo escolhe por conta própria”, disparou o senador, tentando desvincular a força de Lula na Bahia da sua própria necessidade de votos à direita.
A Aliança com o Bolsonarismo e o União Brasil Ao declarar voto em Flávio Bolsonaro, Coronel pavimenta sua entrada na chapa de ACM Neto (União Brasil). A estratégia é clara: • Palanque de Oposição: Unir o carlismo ao bolsonarismo para enfrentar a máquina estadual. • Vaga no Senado: Coronel deve compor a chapa majoritária ao lado de um nome do PL (provavelmente João Roma), formando um bloco conservador robusto. A Tática da “Corda Quebrada” O ponto mais polêmico da fala de Coronel é a tentativa de convencer o eleitor a “quebrar o cordão umbilical” da chapa do governador.
Reconhecimento da Força de Jerônimo: Ao admitir que as lideranças municipais influenciam o voto para governador, ele reconhece que Jerônimo tem a vantagem da máquina.
O “Voto Independente”: Coronel prega que o eleitor pode votar em Jerônimo, mas deve escolher um senador de oposição. É a sua única chance de não ser engolido pela “onda petista” que costuma arrastar os dois senadores da chapa oficial.
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