
Representantes de brigadas voluntárias de diversas regiões do estado participaram, nesta quarta-feira (12), de uma reunião com a coordenação do Programa Bahia Sem Fogo, promovida pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema). O encontro ocorreu paralelamente ao V Seminário Internacional sobre Prevenção, Monitoramento e Combate aos Incêndios Florestais da Bahia, realizado em Salvador nos dias 11 e 12 de março.
A reunião teve como objetivo ouvir as demandas dos brigadistas, discutir formas de apoio institucional, a regularização das brigadas e aprimorar os critérios de distribuição de equipamentos utilizados no combate aos incêndios florestais.
Durante o encontro, a coordenadora do Programa Bahia Sem Fogo e chefe de gabinete da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Daniella Fernandes, destacou a importância do diálogo direto com quem atua nos territórios. “Esse é um momento imprescindível de aprendizado e de troca de experiências. A gente busca trazer especialistas do Brasil e do exterior para compartilhar conhecimento, mas também queremos ouvir quem está na linha de frente. Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais as brigadas e ampliar essa rede de atuação no estado.”
Daniela também ressaltou que o fortalecimento das brigadas passa pela construção coletiva de critérios mais transparentes para a distribuição de equipamentos e apoio às equipes que atuam no território. “Não é uma construção simples. Precisamos fazer isso a várias mãos, ouvindo quem está no território. Queremos garantir que os equipamentos cheguem de forma justa e transparente, considerando as realidades de cada região”, afirmou.
A gestora também destacou a importância de ampliar o conhecimento sobre a atuação das brigadas no estado. “Não se faz gestão do território sem conhecer o território. Por isso, ouvir os brigadistas e entender a realidade de cada região é fundamental para que o Estado consiga planejar melhor suas ações.”
O diretor de Programas e Projetos da Sema, Hans Neto, orientou os brigadistas sobre a importância do cadastramento das brigadas no novo sistema de gestão de dados de brigadas voluntárias, ferramenta que ajudará o governo a mapear com mais precisão as necessidades de cada grupo.
“Com o sistema, conseguiremos entender melhor a realidade de cada brigada: quantos brigadistas existem, quantas mulheres participam, quais equipamentos já foram recebidos e quando. Isso ajuda a tornar a distribuição mais justa e eficiente.”
Hans também destacou que a formalização das demandas facilita a aquisição e o planejamento das compras. “Muitas vezes chegam solicitações sem detalhamento da quantidade ou do tipo de equipamento necessário. Quando a informação vem completa, conseguimos organizar melhor a compra e a distribuição.”
Durante a reunião, brigadistas também apresentaram demandas relacionadas ao fortalecimento das estruturas locais, regularização das brigadas e apoio contínuo às equipes que atuam no combate aos incêndios.
O brigadista Glaucio George Lima, da Brigada Força e Resgate, do Grupamento de Proteção Ambiental do município de Sento Sé, atuou como porta-voz das brigadas presentes e destacou a importância de ampliar o suporte às equipes voluntárias que atuam na linha de frente do combate aos incêndios. “Nosso trabalho é feito muitas vezes de forma voluntária, com muito compromisso com o território. Por isso, é fundamental que as brigadas tenham apoio, equipamentos adequados e também oportunidades de formação e organização.”
Também presente no encontro, Pablo Rabelo, que atua na coordenação do Programa Bahia Sem Fogo, apresentou aos brigadistas detalhes da nova plataforma digital que está sendo desenvolvida para o cadastramento e acompanhamento das brigadas no estado.
Segundo ele, o sistema já está em fase final de produção e deverá ser disponibilizado em breve. A ferramenta permitirá reunir informações sobre as brigadas, facilitando o planejamento das ações do programa e a distribuição de equipamentos.
Fonte
Ascom/Inema
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