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Para proteger envolvidos em escândalo, bolsonaristas usam fake news contra PT da Bahia

Jaques Wagner denunciou narrativa leviana da oposição para associar governos do partido ao escândalo do Banco Master

26/02/2026 às 19h59
Por: Redação
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Para proteger envolvidos em escândalo, bolsonaristas usam fake news contra PT da Bahia

A CPMI do INSS vem assistindo semana a semana exemplos da principal tática do bolsonarismo: mentir, distorcer os fatos com o objetivo de blindar os responsáveis pelo desvio do dinheiro dos aposentados e impedir a apuração de fraudes financeiras. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), foi didático ao denunciar a “narrativa leviana” da oposição para associar governos do PT ao escândalo do Banco Master.

A origem do caso remete à Ebal (Empresa Baiana de Alimentos), uma estatal de supermercados criada nos anos 90 por governos do antigo PFL, cujos líderes são hoje aliados do bolsonarismo, com o intuito de prejudicar um empresário privado do setor. Segundo Wagner, a estatal era um elefante branco que gerava prejuízos de R$ 80 milhões por ano.

“Os liberais da Bahia, aliados do Senador Rogerio Marinho, criaram uma rede de supermercados estatal. Era a tentativa de quebrar uma rede de supermercados privada de um adversário. Essa rede estatal de supermercados, para ganhar vantagens, criou um cartão, que foi o chamado cartão Credcesta”, explicou Jaques Wagner.

Essa anomalia, continuou Jaques, só foi resolvida pela decisão do governo baiano de vender a rede de supermercados. A venda da empresa ocorreu após dois leilões sem interessados na Bolsa de Valores de São Paulo. A rede acabou sendo finalmente adquirida por um fundo espanhol que buscava explorar o cartão de benefícios Credcesta.

Jaques Wagner enfatizou que, no momento da negociação, o Banco Master não participou da operação. A conexão da instituição financeira com o negócio só ocorreu posteriormente, com autorização do Banco Central durante a gestão Bolsonaro. “A Polícia Federal nem tangencia o PT”, afirmou.

Essa anomalia, continuou Jaques, só foi resolvida pela decisão do governo baiano de vender a rede de supermercados. A venda da empresa ocorreu após dois leilões sem interessados na Bolsa de Valores de São Paulo. A rede acabou sendo finalmente adquirida por um fundo espanhol que buscava explorar o cartão de benefícios Credcesta.

Jaques Wagner enfatizou que, no momento da negociação, o Banco Master não participou da operação. A conexão da instituição financeira com o negócio só ocorreu posteriormente, com autorização do Banco Central durante a gestão Bolsonaro. “A Polícia Federal nem tangencia o PT”, afirmou.

“A tentativa de colocar [esse episódio] no meu colo ou do Governador do Estado da Bahia, à época, sinceramente, é absolutamente leviana. Nós fizemos uma venda do trambolho criado pelo Governo que é aliado de V. Exa. e fizemos isso muito benfeito”, finalizou o líder do Governo.

 

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