
O Carnaval da Bahia em 2026 entrou para a história não apenas pela magnitude de sua festa, mas pelos números recordes de segurança pública. Em coletiva realizada nesta quarta-feira de Cinzas, o Secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, celebrou a marca de três anos sem homicídios nos circuitos oficiais, consolidando a eficácia do planejamento estadual.
Com um público estimado em mais de 11 milhões de foliões — o equivalente a cinco vezes a população de Salvador — a operação contou com o maior efetivo já mobilizado: 37 mil homens e mulheres das Polícias Militar, Civil, Técnica e do Corpo de Bombeiros.
Inteligência a Serviço do Folião
O grande diferencial deste ano foi a integração tecnológica. Foram instaladas mais de 5.000 câmeras em 150 municípios baianos. O sistema de reconhecimento facial permitiu a captura de 73 foragidos da justiça, um aumento significativo em relação ao ano anterior. Além disso, os portais de abordagem, que subiram de 47 para 53 estruturas, barraram a entrada de 7.500 objetos proibidos.
"Não fazemos um Carnaval desta magnitude sozinhos. A integração entre o governo, prefeituras, Judiciário e a própria população foi a chave para o sucesso", afirmou Werner.
Proteção às Mulheres
A segurança pública também deu um passo firme no combate ao assédio e ao feminicídio. Através das campanhas "Não é Não" e "Oxe, Me Respeite", as patrulhas especializadas atuaram de forma rápida em casos de violência contra a mulher, garantindo que o espírito festivo não fosse maculado pela impunidade.
Ao final da coletiva, Werner destacou que, apesar do fim oficial da folia, o policiamento segue reforçado para as últimas atrações, mantendo a diretriz de "força, foco e fé" na proteção do povo baiano.
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