
Em balanço realizado nesta quarta-feira de cinzas, o Secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, classificou o Carnaval de 2026 como um marco histórico para a identidade cultural do estado. Sob o tema "Estado de Alegria", o secretário destacou que o sucesso da folia foi fruto de um planejamento antecipado, investimentos recordes e momentos simbólicos que reforçaram a união e o empoderamento feminino na música baiana.
Ouro Negro e Fomento Antecipado
Um dos pilares destacados foi o programa Ouro Negro, que em 2026 contou com o maior aporte de sua história: R$ 17 milhões. Bruno Monteiro ressaltou uma inovação logística fundamental para o fortalecimento dos blocos afro e afoxés: o pagamento antecipado de 70% dos recursos antes do início da festa. "Isso permitiu que as organizações se planejassem e projetassem melhor o seu Carnaval", afirmou o secretário.
Diversidade e o "Carnaval dos Encontros"
Além do circuito tradicional, o Pelourinho foi celebrado como um espaço consolidado para famílias e para a cena artística alternativa. Monteiro enfatizou que o Carnaval da Bahia superou a imagem de conflito para se tornar o "Carnaval dos encontros". Entre os momentos mais marcantes, citou a presença do Presidente Lula e parcerias inusitadas no palco, como o Olodum com Caetano Veloso e João Gomes, e o sambista Nelson Rufino com Sandra de Sá.
Ivete e Daniela: Um Marco Histórico no Dia do Axé
O ápice simbólico da festa ocorreu em 17 de fevereiro, data que marcou o primeiro Dia Nacional do Axé Music. No circuito Campo Grande, o encontro entre Ivete Sangalo e Daniela Mercury no mesmo trio elétrico foi descrito pelo secretário como uma cena para a história.
"O gesto de Ivete foi de uma grandiosidade enorme, um símbolo de empoderamento feminino e de celebração coletiva, mostrando que não há disputa, mas unidade na cultura baiana", pontuou Monteiro.
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