
Pela segunda vez seguida, a Seleção Brasileira tirou as esperanças chilenas de fazer uma boa Copa do Mundo. Se em 2014 o Brasil eliminou o Chile nos pênaltis na oitava do Mundial, em um Mineirão lotado, desta vez, no Allianz Parque lotado, o time verde e amarelo nem sequer deixou o adversário chegar à Rússia: vitória por 3 a 0, resultado que deixa o oponente na sexta colocação, fora até da repescagem. Atual bicampeão da América, o Chile permaneceu com 26 pontos, igualado ao Peru (que disputará a repescagem), mas levou a pior no saldo de gols e acabou na frustrante sexta colocação. O líder Brasil alcançou os 41 pontos, bem distante do segundo colocado Uruguai, com 31. Argentina (28) e Colômbia (27) também se classificaram para a Copa da Rússia. No primeiro turno das Eliminatórias, o Chile impôs ao Brasil a primeira derrota em estreias na competição e único revés na atual campanha: 2 a 0 em Santiago. Findada as Eliminatórias, a Seleção Brasileira fará os seus últimos ajustes para o Mundial em uma série de amistosos. Os primeiros serão contra o Japão e a Inglaterra, em novembro. Existe a expectativa de o time de Tite ser testado também contra a anfitriã Rússia em março de 2018, mês em que haverá um reencontro com a algoz Alemanha, em Berlim. O jogo – A Seleção Brasileira até tentou se mostrar envolvente no início da partida contra o Chile. O público presente no Palestra Itália só começou a vibrar mesmo, contudo, com algo que viu no telão, e não no gramado – o anúncio do primeiro gol do Equador sobre a Argentina. Enquanto os argentinos viravam o jogo em Quito, o Brasil começava a criar as suas primeiras chances de gol em São Paulo. Aos 16 minutos, por exemplo, o time da casa tirou proveito de um erro na saída de bola do Chile, e Gabriel Jesus acionou Neymar. O astro do Paris Saint-Germain parou no goleiro Claudio Bravo. Mesmo com a sua marcação adiantada, o Brasil enfrentava dificuldades para ser mais efetivo diante da torcida paulista, sem a exigência de outros tempos. O time de Tite, que ficava em pé e andava de um lado a outro à beira do campo, pecava nas triangulações no terço final do gramado e nas conclusões. Do outro lado, o Chile tinha a preocupação de não se expor demasiadamente, até porque, àquela altura, classificava-se com um empate. Além disso, valorizava bastante o tempo quando a bola não estava em jogo, irritando Neymar e os amigos com uma e outra faltas mais duras. No fim do primeiro tempo, após Gabriel Jesus se lamentar por cabecear a bola em cima de Bravo, Philippe Coutinho e Neymar foram punidos com o cartão amarelo – um vermelho representaria suspensão na primeira rodada da Copa do Mundo, o que seria motivo para apreensão da comissão técnica. De acordo com o auxiliar Cléber Xavier, porém, Neymar “tem maturidade suficiente para jogar pendurado”, não precisando ser substituído por Tite. Quem mexeu no intervalo foi o técnico Juan Antonio Pizzi, trocando Aránguiz, que era dúvida às vésperas da partida, por Pulgar. Pizzi e os chilenos se intranquilizariam mais do que Neymar no início do segundo tempo. Aos nove minutos, Daniel Alves cobrou falta de longa distância, com efeito, e Bravo deu rebote. Paulinho mostrou o oportunismo de sempre para avançar e completar para a rede. 
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