
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3/1) que a líder oposicionista venezuelana María Corina Machado não teria apoio ou respeito suficientes dentro do país para governar a Venezuela. A declaração foi dada horas após ações militares norte-americanas contra o território venezuelano.
Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de María Corina assumir a liderança do país, Trump afirmou que “seria muito difícil”, alegando que ela “não tem o apoio ou o respeito de todo o país”. O presidente acrescentou ainda que a oposicionista “é uma mulher muito simpática”, mas, segundo ele, carece de respaldo político interno.
As falas ocorreram após os Estados Unidos anunciarem a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa durante a ofensiva. De acordo com Trump, ambos estariam a caminho de Nova York. Pouco antes de falar à imprensa, o presidente publicou na rede social Truth Social uma imagem que supostamente mostraria Maduro algemado, a bordo de uma embarcação, usando proteção auricular e uma venda nos olhos, enquanto segurava uma garrafa de água.
Após os ataques, María Corina Machado se manifestou nas redes sociais afirmando que “chegou a hora da liberdade” na Venezuela e que seria o momento de colocar “ordem” no país, sem entrar em detalhes sobre um eventual papel político no novo cenário.
Também por meio das redes, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Marina, declarou que Maduro “passa a enfrentar, a partir de hoje, a justiça internacional pelos crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos e contra cidadãos de muitas outras nações”.
As declarações intensificam a repercussão internacional sobre os desdobramentos políticos e diplomáticos envolvendo a Venezuela após a ofensiva norte-americana.
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