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Inflação desacelera em Salvador, mas transporte caro segue pesando no bolso do trabalhador

Inflação desacelera em Salvador, mas transporte caro segue pesando no bolso do trabalhador

12/11/2025 às 10h15 Atualizada em 12/11/2025 às 13h15
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Salvador registrou em outubro uma leve trégua no custo de vida, após um período de fortes oscilações nos preços e pressão sobre o orçamento doméstico. Segundo dados divulgados pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que mede a inflação oficial — ficou em 0,06% na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o menor resultado para o mês em mais de uma década e um dos mais baixos do país.

Com esse desempenho, a capital baiana figura entre as quatro cidades com inflação mais controlada do Brasil, atrás apenas de Rio Branco (2,52%), Campo Grande (2,74%) e Rio de Janeiro (2,78%) no acumulado de 2025. No mesmo período, a média nacional foi de 3,73%, enquanto a RMS registrou 3,17%. Em 12 meses, a inflação local está em 4,39%, abaixo do índice nacional (4,68%).

Apesar do alívio geral, o transporte urbano continua sendo o principal vilão do orçamento das famílias soteropolitanas. A alta da gasolina (1,35%) e do transporte por aplicativo (4,72%) manteve o setor entre os mais caros da cidade. Somadas às passagens aéreas (3,03%), essas elevações fizeram com que o grupo transportes (0,49%) fosse o que mais impactou o IPCA de outubro.

“Mesmo com a inflação controlada, o transporte ainda é o grande vilão, porque encarece o trabalho, o lazer e o acesso aos serviços”, afirmam economistas ouvidos pelo IBGE.

Entre os grupos pesquisados, alimentação e bebidas (-0,47%) foi o que mais ajudou a conter a inflação — o quinto mês consecutivo de queda. A boa oferta de produtos agrícolas e a redução nos custos logísticos contribuíram para o resultado.

Os maiores recuos foram registrados na banana-prata (-6,76%), cebola (-10,60%), batata-inglesa (-8,75%), alho (-6,90%) e arroz (-1,81%). Até a alimentação fora de casa (-0,17%) apresentou leve retração.

O grupo habitação (-0,32%) também colaborou para a estabilidade, impulsionado pela queda de 1,54% na energia elétrica residencial, resultado de revisões tarifárias e boas condições de geração.

Em contrapartida, vestuário (0,64%) e despesas pessoais (0,52%) registraram aumento, reflexo do início do movimento de fim de ano no comércio e da antecipação de compras pelas famílias.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, também mostrou estabilidade. Na RMS, o indicador ficou em -0,01%, após alta de 0,16% no mês anterior — abaixo da média nacional (0,03%).

No acumulado de 2025, o INPC em Salvador soma 3,09%, e em 12 meses, 4,27%, ambos inferiores à média nacional. De acordo com o IBGE, a sequência de quedas nos alimentos e a redução nas tarifas de energia ajudaram a aliviar o bolso das famílias, mas o custo do transporte continua impedindo um alívio mais duradouro.

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