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Após manobra do Centrão, Câmara aprova voto secreto para validar ações contra parlamentares

Após manobra do Centrão, Câmara aprova voto secreto para validar ações contra parlamentares

17/09/2025 às 19h36 Atualizada em 17/09/2025 às 22h36
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17), uma emenda aglutinativa que restabelece o voto secreto nas decisões sobre a abertura de processos criminais contra parlamentares — ponto central da chamada “PEC da Blindagem”. O texto agora segue para análise do Senado Federal.

O dispositivo, que estava previsto no texto original da proposta, havia sido retirado após pedido do partido Novo para votação separada. Na ocasião, o placar ficou em 296 votos favoráveis, abaixo dos 308 necessários. Para reverter a derrota, líderes do Centrão articularam a retomada do mecanismo por meio de uma emenda assinada por PP, União Brasil, Republicanos, MDB, PL, PSDB, Avante e Podemos. Desta vez, a proposta foi aprovada com 314 votos a favor e 168 contrários.

Logo no início da sessão, parlamentares apresentaram questões de ordem contra a medida. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a legitimidade da emenda.

“Há legitimidade política e jurídica para a emenda em análise. O tema foi aprovado em primeiro turno por esta Casa, o que demonstra concordância. Registra-se que não há inovação”, disse Motta.

PT anuncia ida ao STF

Durante a votação, o líder do PT, Lindbergh Farias, anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a aprovação da emenda.

“Vamos, num caso como esse, recorrer ao Judiciário, porque está ferindo a Constituição, que diz que a matéria rejeitada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. Só nos resta, depois de recorrer à CCJ, recorrer ao STF”, afirmou.

Em resposta, Motta ironizou:

“É um direito de Vossa Excelência ir ao Supremo, como faz quase diariamente”, disse, arrancando reações de outros parlamentares presentes.

Com o texto aprovado, o voto será secreto também nas deliberações sobre a manutenção ou não das prisões de parlamentares.

Negociações sobre anistia continuam

Mais cedo, o relator da PEC, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), reuniu-se com líderes do Centrão na residência oficial do presidente da Câmara para acertar os detalhes da votação.

Enquanto isso, segue indefinida a negociação sobre a anistia a condenados e investigados pelos atos de 8 de janeiro. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pressionaram para votar a urgência da matéria nesta quarta-feira, mas não houve acordo sobre qual versão do texto deverá prevalecer. A decisão ficou para a reunião de líderes prevista para o início da tarde.

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