
O levantamento revelou ainda que o perfil predominante dos contratados é masculino, com escolaridade até o ensino médio (71,9%) e faixa etária entre 30 e 49 anos. As áreas que mais impulsionaram essas oportunidades foram construção de edifícios, serviços especializados e obras de infraestrutura.
Para Cláudio Cunha, presidente da Ademi-BA, os impactos do setor vão além dos números. “Os projetos imobiliários também promovem melhorias na qualidade de vida e desenvolvimento urbano sustentável. Cada nova construção cria uma cadeia produtiva que mobiliza profissionais como pedreiros, engenheiros e corretores, impulsionando o crescimento econômico do estado e do país”, destaca. Em Salvador, onde se concentra a maior parte dessas oportunidades, o movimento do setor é visível. Só a Moura Dubeux, incorporadora com mais de 40 anos de atuação no Nordeste, investiu R$ 1 bilhão na capital baiana em 2024. Cerca de 1,5 mil colaboradores atuam diretamente nas obras da empresa na cidade. De acordo com Eduarda Dubeux, diretora Comercial, de Marketing e CX da Moura Dubeux, a empresa tem priorizado a contratação de mão de obra local e investido fortemente na qualificação profissional, com atenção especial à inclusão de mulheres no setor. “A inclusão feminina no mercado de trabalho, especialmente na construção civil, é uma prioridade para nós. Temos nos empenhado em capacitar mulheres e integrá-las aos nossos canteiros de obras, tradicionalmente dominados por homens. Já temos mais de 200 mulheres atuando diretamente nas obras, e nosso objetivo é dobrar esse número nos próximos anos”, afirma Eduarda. Entre os empreendimentos recentes da incorporadora estão o Infinity Salvador e o Mansão Othon, em áreas nobres da cidade, além de projetos de médio padrão como o Mood Costa Azul e o Mood Colina, voltados a diferentes perfis de clientes, de solteiros a famílias maiores. “Estamos presentes em bairros tradicionais como Horto Florestal, Ondina e Caminho das Árvores, e também expandindo para regiões em crescimento, como Patamares e Jaguaribe”, completa. Moradora de Narandiba, Tamires Silveira trabalhava como manicure até 2023. Após participar de cursos técnicos gratuitos quando ainda morava no Rio de Janeiro, ela passou a atuar em canteiros de obras como eletricista predial e encanadora, atendendo também moradores do próprio bairro. “Vim morar em Salvador no início do ano passado e não fiquei parada. Já tinha uma certa noção da área, porque meu marido trabalha em canteiros. Nos mudamos porque ele conseguiu emprego aqui e, através dele, comecei a trabalhar também na construção de um prédio no Costa Azul”, conta. Hoje, Tamires ganha pouco mais de R$ 2 mil como eletricista predial. A esse valor, soma os serviços que realiza como encanadora para vizinhas e conhecidas. “É uma boa oportunidade, mas é importante se qualificar. Infelizmente, ainda existe muito preconceito.” O bom momento do setor também tem impulsionado modelos alternativos de negócio, como a locação por temporada. Rafael Anjos, CEO da Unu, empresa especializada na administração de imóveis, diz que a valorização imobiliária tem fortalecido esse nicho e gerado uma série de empregos. A expansão da carteira de clientes da empresa tem gerado demanda por profissionais como faxineiras, eletricistas, fotógrafos, corretores, arquitetos e decoradores. “A locação por temporada é uma excelente alternativa de renda, tanto para quem quer empreender quanto para quem está em busca de uma nova oportunidade no mercado. O modelo permite diferentes formas de atuação”, explica. Com o crescimento da empresa, Rafael decidiu abrir uma sede física em Salvador. Atualmente, a Unu tem vagas abertas para áreas diversas, com atenção especial à inclusão de pessoas trans e profissionais com deficiência. Para matéria completa acesse Jornal Correios
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