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Custo de vida; 52% da população sente alto nível de estresse com as finanças

Custo de vida; 52% da população sente alto nível de estresse com as finanças

20/05/2024 às 10h16 Atualizada em 20/05/2024 às 13h16
Por: Redação
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Foto: Reprodução
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Lidar com as finanças muitas vezes causa dor de cabeça para os brasileiros, especialmente quando as despesas se acumulam. Dados da 7ª edição do Raio X Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Datafolha, mostram que 52% da população brasileira sente um alto nível de estresse com as despesas. Além disso, o estudo constatou que 56% da população se preocupa com o medo de perder suas fontes de renda. O levantamento realizado entre 9 e 29 de novembro de 2022, com 5.818 pessoas de todas as regiões do país, também mostrou que pouco mais de um terço da população (34%) teve gastos maiores do que a renda nos seis meses anteriores, sendo o Nordeste e o Norte as regiões com as maiores porcentagens de pessoas que gastaram mais do que ganharam – 44% e 37%, respectivamente. Segundo Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, o estresse com as despesas está relacionado à falta de dinheiro e à preocupação em não pagar as contas em dia. Entre a classe D e E, o percentual é ainda maior do que na média da população, com 62% das respostas.
“A pesquisa mostra que pouco mais de um terço da população (34%) teve gastos maiores do que a renda nos seis meses que antecederam a pesquisa. É um percentual muito alto de pessoas que estão se endividando e perdendo o controle das próprias finanças. Não podemos ignorar questões estruturais do nosso país, em que ainda há altas taxas de desemprego e de desigualdade social, mas mesmo pessoas da classe A/B, com as melhores condições de renda, apontaram que gastaram mais do que ganharam nesse período”, fala Billi. Psicóloga clínica e especialista em Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC), Luana Albuquerque menciona que as finanças, por gerarem dores de cabeça e promover a ansiedade, levam muitas pessoas a evitarem conversas sobre dinheiro, despesas e renda mesmo com pessoas próximas. “Dificuldades relacionadas às finanças pessoais são fontes comuns de ansiedade e preocupação para a maioria das pessoas, afinal o dinheiro é a nossa via de acesso para as coisas que precisamos e desejamos, e a escassez dele é, inegavelmente, um problema. No entanto, a maioria de nós não foi propriamente orientada sobre como fazer uma gestão financeira adequada. E apesar de sua evidente importância, falar sobre dinheiro - seja com amigos, familiares, parceiros ou no ambiente de trabalho - muitas vezes nos parece inapropriado”, relata a psicóloga. Luana Albuquerque também reforça a importância dessa abordagem da psicologia para lidar com as finanças e reduzir o estresse. “A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) parte do princípio de que nossos pensamentos influenciam nossos sentimentos e comportamentos. Dito isso, o comportamento financeiro, como qualquer outro, está intimamente ligado aos nossos padrões de pensamento e às nossas emoções. Quando a relação com o dinheiro é uma queixa central do paciente, nós avaliamos e reformulamos os pensamentos distorcidos ou disfuncionais em relação ao dinheiro”.
O planejador de finanças pessoais, Raphael Carneiro, diz que, por um lado, ainda há um grande incentivo ao consumo, o que acaba levando ao gasto exagerado. Por outro, grande parte da população segue com renda inferior ao que seria necessário para uma vida digna, o que gera a necessidade de buscar outras fontes de renda, aumentando assim os problemas de saúde e estresse, ou então de viver sempre no limite. Além disso, a preocupação com a perda da fonte de renda e não poder pagar as contas também está presente na maioria dos brasileiros. A psicóloga Luana Albuquerque explica que, em níveis moderados, esses receios incentivam escolhas financeiras mais sábias. No entanto, quando se tornam excessivos e crônicos, esses sentimentos podem paralisar a pessoa e criar um ciclo de ansiedade. “É essencial reestruturar essa forma de pensar para adotar comportamentos mais conscientes e construir estratégias para uma relação mais saudável com a incerteza financeira”. Hábitos saudáveis
Para evitar que as finanças se tornem uma bola de neve e causem dor de cabeça, é essencial realizar um bom planejamento financeiro e manter hábitos financeiros saudáveis. Raphael Carneiro destaca que um passo importante é compreender claramente o custo do próprio estilo de vida, independentemente da situação financeira. Isso vale tanto para quem luta para sobreviver quanto para quem tem uma boa renda, menciona o planejador financeiro. “Quando a pessoa passa a ter noção do que ganha e do que gasta, consegue se programar, ajustar os gastos onde é possível ou aumentar a luta para ter uma renda maior, o que não é tão fácil de conseguir”, afirma. Raphael Carneiro comenta também que é fundamental um controle detalhado das despesas, registrando os gastos em um caderno, aplicativo ou planilha, conforme a preferência pessoal. “Alguns hábitos que podem ser mais saudáveis para as finanças podem ser evitar parcelamentos quando puder, tentar manter despesa abaixo da receita, cuidado com o uso do cartão de crédito, não contar com o limite da conta como uma parte da renda. São mais questões ligadas ao dia a dia que, colocadas em prática, têm um efeito grande na vida financeira das pessoas”. A psicóloga Luana Albuquerque complementa que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser uma ferramenta eficaz para melhorar a saúde financeira ao incentivar o reconhecimento e a reformulação de padrões de pensamento prejudiciais. Além disso, a TCC ajuda a gerenciar emoções como ansiedade e culpa relacionadas a finanças, promovendo mecanismos de enfrentamento saudáveis. “A relação com o dinheiro não precisa ser estressante, mas, para isso, devemos fazer um esforço ativo. Gerenciar bem não apenas o dinheiro, mas também a saúde mental. As escolhas não precisam ser puramente financeiras. Por exemplo, por mais que especialistas em finanças do YouTube expliquem por A mais B que comprar a tão sonhada casa própria é um mau negócio, essa escolha deve refletir uma combinação de fatores financeiros, emocionais e sociais, alinhados com nossos valores pessoais”, cita Luana Albuquerque.
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